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High on Life 2 evolui a proposta original sem corrigir todos os deslizes

Sequência amplia o humor e melhora a história, mas mantém o combate irregular

25 fev 2026 - 11h07
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High on Life 2 evolui a proposta original sem corrigir todos os deslizes
High on Life 2 evolui a proposta original sem corrigir todos os deslizes
Foto: Reprodução / Squanch Games

High on Life virou um fenômeno inesperado ao se tornar um dos maiores lançamentos da história do Game Pass. O humor escrachado, as armas falantes e o estilo sem filtro ajudaram o jogo a ganhar força rapidamente, mesmo dividindo opiniões em relação ao combate e à estrutura.

Com a sequência, a proposta parece mais clara. High on Life 2 tenta organizar melhor a narrativa, dar mais espaço para os personagens e ajustar o que recebeu críticas no primeiro título. O humor continua presente, mas agora caminha junto com uma história mais estruturada e consciente do próprio universo.

Contra o Mal Galáctico

Seguindo os eventos do título anterior, High on Life 2 marca o retorno do protagonista que virou caçador de recompensas. Agora ele lida com o peso da fama após se tornar uma lenda na galáxia por salvar a humanidade do Cartel G3. Uma nova ameaça surge e o herói que virou símbolo também passa a ser alvo ao decidir ajudar a irmã contra uma corporação farmacêutica que usa humanos para produzir remédios vendidos pela galáxia.

No geral, a história é mais madura quando colocada lado a lado com a do primeiro jogo, e isso é um acerto claro. A metalinguagem continua forte e muitos personagens mostram conflitos próprios que vão além de diálogos soltos. Travis, por exemplo, enfrenta problemas no casamento e passamos por várias sessões de bebida com ele para conseguir uma credencial que só ele possui. Com o tempo, ele deixa de ser apenas um contato e vira parte do grupo.

O humor segue presente, principalmente com as armas falantes que retornam. Faquinho, Divassa e Gus marcam presença novamente, além das novidades como Travis e Coldre, que conta com a voz de Ralph Ineson, conhecido por Final Fantasy XVI no papel de Cid e por filmes como Quarteto Fantástico, em que interpretou Galactus.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Para quem não jogou o primeiro, há uma solução simples. Logo após a abertura que mostra como está a vida do protagonista, é possível explorar um museu que resume os principais eventos anteriores. Lá estão vilões, armas e personagens importantes, e até mesmo sobre a participação especial do Jack Black. É uma forma divertida de contextualizar tanto novatos quanto quem já esqueceu parte da história.

Na jogabilidade, o jogo continua sendo o arroz com feijão comparado a outros jogos de tiro do mercado. Infelizmente, o combate ainda é bem truncado em alguns momentos, principalmente nos confrontos contra chefes. Eles mantiveram aquela linha de combate em arenas, mas agora estão mais difíceis. Isso exige o uso de todas as armas e do Faquinho para refletir projéteis, além de aproveitar o cenário em volta para desviar de golpes devastadores.

Um ponto em que High on Life 2 melhora em relação ao primeiro é a forma como abraça de vez a galhofa. Isso não fica só no humor, mas também nas homenagens a jogos como Halo e Tony Hawk e a outras obras da cultura pop. Dá até para dizer que ele faz referência ao clássico jogo de tabuleiro Detetive, mas no estilo de Knives Out. Em uma das missões, investigamos um assassinato em um cruzeiro, interrogando os suspeitos presentes. É preciso checar o perfume de cada um, perguntar o que achavam do falecido e buscar pistas pelo local para liberar novas perguntas e descobrir quem é o verdadeiro assassino.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Outro acerto em cheio é a nossa base principal, que dessa vez fica no espaço e não na casa do protagonista como antes. Nela é possível interagir com os personagens entre as missões e comprar novos aprimoramentos. O mais legal é poder jogar outros títulos de verdade nas máquinas de arcade, que são bem divertidas. Um dos minigames é quase um espelho da franquia Streets of Rage, e você ainda pode encontrar e comprar outras fitas com jogos bem diversificados.

Parecido ao título anterior, a exploração acaba sendo bem linear por conta das fases. Em certos pontos-chave, até temos mais liberdade para explorar partes de alguns planetas, principalmente para ir atrás de colecionáveis e conversar com personagens espalhados. Mas o grande diferencial na exploração dessa vez é o uso do skate que ganhamos logo na primeira hora de jogo.

É bem divertido e prático andar com ele, já que a manobrabilidade é fácil. Dá para usar o skate no meio do combate para chegar mais rápido nos inimigos, ou até arremessar a prancha para nocautear o alvo e finalizar com o Faquinho. O skate inclusive tem uma área de customização própria, onde podemos mudar o shape, os trucks, as rodas e a lixa adesiva.

Por fim, o título apresenta uma série de problemas recorrentes da Unreal Engine 5. Existem momentos em que o gráfico fica com um aspecto meio lavado, o desempenho cai abaixo do esperado e ocorrem travamentos no console que obrigam a fechar e abrir o jogo novamente. Sem contar que, mesmo com a localização em português do Brasil, as legendas mudam para o inglês do nada às vezes. Certos diálogos também sofrem com falta de sincronia no texto, principalmente quando as armas e outro personagem na cena falam ao mesmo tempo.

Considerações

High on Life 2 - Nota 7,5
High on Life 2 - Nota 7,5
Foto: Divulgação / Game On

High on Life 2 acerta ao amadurecer a história e assumir de vez sua identidade. As missões são mais variadas, a base ganhou importância e o skate deixou a exploração mais dinâmica. As referências continuam presentes, mas agora parecem melhor encaixadas no ritmo da campanha e ajudam a dar mais personalidade ao conjunto.

Ainda assim, o combate segue irregular em alguns momentos, principalmente nas lutas contra chefes, e os problemas técnicos acabam atrapalhando a experiência. No fim, é uma sequência mais segura e consciente do que quer entregar. Não muda tudo, mas melhora pontos importantes e mostra que a série encontrou um caminho mais claro.

High on Life 2 está disponível para PC, PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series, podendo ser jogado também via Game Pass. 

Esta análise foi feita no Xbox Series S, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Squanch Games.

Fonte: Game On
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