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Pragmata apresenta uma boa e sombria aventura espacial

O astronauta Hugh e a androide Diana unem forças para sobreviver aos perigos lunares em aventura cheia de ação

13 abr 2026 - 17h10
(atualizado às 17h11)
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Pragmata apresenta uma boa e sombria aventura espacial
Pragmata apresenta uma boa e sombria aventura espacial
Foto: Reprodução / Capcom

Após um grande sucesso com o lançamento de Resident Evil Requiem, a Capcom precisou ir até a Lua para se distanciar de suas franquias consagradas e entregar um game que pudesse ter seu próprio estilo.

Ainda que Pragmata tenha se inspirado (até bastante em alguns momentos) em outras criações da Capcom e em alguns games famosos, a saga do astronauta Hugh e da androide Diana tem vários elementos próprios para se destacar no cenário atual dos games, entregando ao jogador uma aventura sombria, com bastante ação e batalhas estratégicas e desafiadoras. 

O lado sombrio da Lua

Assim que Pragmata começa, o jogador assume o controle de Hugh, que com sua equipe, tem que investigar um acidente em uma estação espacial lunar. Neste momento, o jogo fornece a ideia de que vai se desenrolar como uma versão da Capcom do game Dead Space, porém, um terremoto e uma sequência de acidentes mudam a dinâmica radicalmente. O jogador então é apresentado à Diana, uma androide com a aparência e modos de uma menina por volta dos 8 anos de idade.

Cercado por robôs assassinos e incapaz de causar danos a eles, o jogador descobre no susto o grande poder de Diana: a capacidade de invadir e derrubar sistemas de defesa, tornando os robôs vulneráveis aos ataques do jogador. Essa mecânica de hackear os inimigos para então destruí-los torna-se a base para o gameplay e todas as situações de jogo de Pragmata.

Para hackear os inimigos, Diana abre uma grade que tem que ser percorrida em tempo real pelo jogador, para que ele atinja o ponto de desbloqueio da defesa. Enquanto isso ocorre, porém, os inimigos continuam avançando e podem atacar o jogador, interrompendo o processo de hacking. Para que o jogador pudesse se acostumar com o processo de gerenciar a movimentação de Hugh e o hacking de Diana, a Capcom foi inteligente e evitou longos e chatos tutoriais ao iniciar Pragmata como se fosse um Resident Evil espacial, com laboratórios destruídos e ambientes escuros que dão aparição a robôs que se movimentam lentamente e atacam o jogador à curta distância, o que dá tempo ao jogador se acostumar com o processo de hackear, abrir a defesa inimiga e então contra-atacar. O primeiro chefe dá o tom do que será o resto do game: o jogador tem que vencer um robô gigante com ataques poderosos e investidas rápidas. 

Ciente de que essa mecânica poderia se tornar repetitiva, a Capcom adicionou várias camadas estratégicas e variações às grades de hacking. Conforme o jogador progride, inimigos mais poderosos terão grades de defesas mais amplas e com blocos (chamados de nodos) bloqueados. Para contornar essa dificuldade crescente, além de reflexos rápidos, o jogador terá acesso a nodos que causam vários efeitos, como paralisia temporária, superaquecimento e confusão, além de vantagens ofensivas e defensivas como aumento de dano, tiros críticos, aumento do tempo de vulnerabilidade da defesa inimiga, e assim por diante. O bom gerenciamento dessas vantagens será de importância crescente conforme a aventura progride, pois o jogador será várias vezes cercado por diversos inimigos em salas e mini-arenas com pouco espaço de movimentação.

Um capítulo à parte nesse sentido serão as batalhas contra os chefes, gigantes criaturas robóticas que exigirão boa capacidade de leitura por parte do jogador, que terá que desviar dos tiros e ataques poderosos, quebrar as grades de defesa com o hacking de Diana e então aproveitar a janela de dano para causar-lhes dano. Progredindo corretamente esses passos, o jogador então poderá desferir um contra-taque poderoso, bem ao estilo de jogos como God of War e Bayonetta. 

Ao abrigo da luz

O tema de Pragmata, que envolve elementos como o espaço, robôs, androides e inteligência artificial, acabou por também influenciar a progressão da aventura e a campanha de jogo. Se por um lado, Pragmata tem batalhas empolgantes, a progressão ficou um tanto mecânica. Divido por zonas, a progressão de jogo se resume a sequências de situações "desbloquear alguns interruptores" e "enfrentar um conjunto de inimigos", com isso se repetindo até chegar no chefe. Para compensar essa linearidade, alguns cenários contam com uma boa quantidade de itens escondidos, convidando os jogadores à exploração. 

Outro recurso para quebrar essa linearidade é o abrigo, o ponto de salvamento e espaço para instalação de melhorias para Hugh e Diana. Como a dificuldade de Pragmata aumenta bastante conforme a campanha avança, é fundamental distribuir pontos para melhorar as capacidades ofensivas e defensivas de Hugh e Diana. O abrigo também dá acesso ao modo treino, que são arenas virtuais fortemente inspiradas pelas VR Missions de Metal Gear Solid, que também concedem recursos para melhorar os personagens e desbloquear habilidades de combate especiais. Ao estilo Resident Evil, o Abrigo também serve para acessar documentos secretos que contam detalhes extras da trama do jogo, como as motivações das ações de certos personagens e os reais motivos por trás dos acontecimentos do jogo.

Por falar em Resident Evil, vários dos laboratórios presentes em Pragmata parecem ter sido inspirados por aqueles que estão presentes na porção final do remake de Resident Evil 3, que revelam outra deficiência em Pragmata: sua direção artística insípida. Se por um lado o jogo conta com gráficos tecnicamente impressionantes, por outro os cenários de Pragmata se repetem artisticamente, e mesmo quando o jogo tenta sair dos ambientes laboratoriais mais comuns, como uma floresta e mesmo uma praia que aparecem no jogo, esses ambientes não têm destaque visual, já tendo aparecido de forma muito mais chamativa e interessante em vários outros games. Outro problema nesse sentido é design dos inimigos, cujos robôs, drones e tanques de combate apresentam desenhos completamente genéricos. Vale notar que a mesma crítica vale para a trilha sonora, algo que costuma ser destaque nos games da Capcom, ,mas aqui apresenta faixa esquecíveis, ainda que bem-feitas. 

O destaque do design de personagens ficou com os protagonistas, Hugh e Diana, que são bastante detalhados e especialmente expressivos nas cenas não interativas. A Capcom se esforçou para mostrar a andróide Diana agir como uma criança humana, sempre curiosa e empolgada com a aventura que se desenrola. Ainda que a interação entre ambos funcione em alguns momentos, as muitas falas repetidas e a insistência de Diana em narrar o que está na tela podem minar a ligaçao da personagem com o jogador. Curiosamente, nesse sentido, em alguns momentos a dinâmica de Hugh e Diana lembrou a de Donkey Kong e Pauline, em Donkey Kong Bananza. O mesmo destaque, porém, não foi notado no vilão, uma IA totalmente inexpressiva que se limita a ditar frases de segurança e colocar obstáculos no caminho do jogador.

Considerações

Pragmata - Nota 8
Pragmata - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Com uma mecânica de batalha bastante interessante, que exige reflexos e capacidade de estratégia rápidos, além de capacidade de navegação apurada, Pragmata soube usar referências e inspirações de outros games e criar uma aventura com cara e estilo próprios. Após algumas tentativas infrutíferas como P.N.03 e Dino Crisis 3, desta vez a Capcom acertou e entregou um jogo muito bem-feito. Ao fazer o astronauta Hugh e a andróide Diana unirem forças para sobreviver aos desafios mortais na Lua, Pragmata oferece uma ótima aventura espacial.

Pragmata chega em 17 de abril para PC, PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series.

Esta análise foi feita no PC (Steam), com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela NVIDIA.

Fonte: Game On
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