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Halo: Campaign Evolved traz de volta um dos melhores jogos de tiro já feitos

Novos visuais e mudanças na jogabilidade aprimoram a experiência, que é complementada por missões inéditas

23 jul 2026 - 12h02
(atualizado às 13h11)
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Halo: Campaign Evolved traz de volta um dos melhores jogos de tiro já feitos
Halo: Campaign Evolved traz de volta um dos melhores jogos de tiro já feitos
Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Uma das franquias mais importantes dos videogames, Halo finalmente está de volta com a chegada de Campaign Evolved, remake do jogo clássico de 2001 que ajudou a moldar muitos jogos de tiro em primeira pessoa que foram lançados posteriormente.

Diferentemente do remaster de 2011, o novo game apresenta visuais completamente repaginados, feitos do zero no motor gráfico Unreal Engine 5, com o objetivo de entregar uma experiência voltada para a geração atual. Também foram realizadas algumas mudanças no gameplay e a adição de três missões inéditas que ocorrem antes dos eventos da campanha principal.

Master Chief retorna em grande estilo

Halo: Campaign Evolved apresenta a campanha do jogo de 2001, com todos os aspectos que a tornaram memorável, detalhando a luta do Master Chief e da humanidade contra os invasores alienígenas da Irmandade e o terrível Flood. 

As mudanças gráficas estão entre os principais diferenciais do remake, com a Unreal Engine 5 permitindo entregar iluminação, texturas e efeitos que não eram possíveis no motor gráfico do jogo original. Todos os personagens e objetos dos cenários foram nitidamente reconstruídos, havendo alguns completamente diferentes dos seus modelos originais. 

Essas alterações permitem enxergar detalhes que estavam ausentes no jogo original e no remaster. Por exemplo, locais que antes eram quase que totalmente escuros ou muito claros agora possuem mais informações visuais graças ao novo sistema de iluminação do jogo, que usa Ray Tracing, melhorando drasticamente a ambientação. Trata-se de algo que o remaster tentou em 2011 e fracassou, mas que o remake executa bem. Isso também é válido para as cores do jogo, sendo mais parecidas no remake com aquilo que o jogo original entregava.

Apesar de haver um claro problema no denoiser, que é o recurso utilizado para reduzir os “ruídos” causados pelo Ray Tracing nos gráficos, os visuais são belíssimos e, mesmo assim, o jogo não passa a sensação de ser pesado. Usando um PC com Ryzen 5 7600 e GeForce RTX 5070 Ti, consegui jogar com folga na qualidade máxima usando DLSS em 3440x1440, mantendo sempre mais do que 60 fps, sem sequer precisar ligar o Frame Generation.

Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Então, se você tiver uma placa de vídeo como uma RTX 4060 ou 5060, acredito que conseguirá jogar em 1080p e 60 fps com qualidade gráfica alta sem problemas, isso usando apenas DLSS, sem Frame Gen. Vale ressaltar que algo assim em um jogo atual que faz uso de Ray Tracing é impressionante.

Segue um aviso no entanto: Se você for jogar no PC com uma GeForce RTX 50, existe um crash grave que ocorre na missão Keyes, que eu particularmente só consegui contornar utilizando o driver 596.49. Usando os drivers mais recentes, incluindo 610.47, 610.62, 610.74 e até mesmo o hotfix 610.82, feito pensando-se nesse problema, fica impossível avançar o jogo a partir do momento dessa missão, logo no começo dela, onde ocorre esse famigerado crash.

As cutscenes em tempo real foram substituídas por vídeos cinematográficos pré-renderizados no remake, com gráficos nitidamente superiores aos vistos durante os momentos de gameplay. Ao meu ver, a troca foi acertada e deixou os momentos focados apenas na história ainda melhores.

Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Na jogabilidade também houve alterações. Master Chief agora consegue correr e mirar com todas as armas. Além disso, a vida dele regenera sozinha da mesma forma que o escudo, não sendo necessário mais usar kits médicos. No caso dos power-ups, eles agora ficam guardados após coletados, podendo ser usados quando você achar melhor, em vez de serem ativados automaticamente assim que forem obtidos.

Outras mudanças que pude notar é que agora é possível fazer uso das Espadas de Energia que os oponentes derrubam e também roubar os veículos inimigos enquanto eles ainda estão dentro deles. 

Também percebi alterações nos armamentos. Por exemplo, o Rifle de Ataque agora tem suporte para 36 balas em vez de 60. As armas também parecem estar causando mais dano, ou então reduziram a vida dos inimigos. A pistola Magnum, que já era forte antes, está ainda mais apelona no remake, matando a maioria dos Grunts e Jackals com apenas um disparo usando a mira telescópica. Grande parte dos Elites, no caso os azuis, também não resistem muito contra ela no remake no nível Normal.

A velocidade dos projéteis da Needle Gun aumentou consideravelmente, deixando-a muito mais interessante de se usar. Além disso, a Pistola de Energia agora pode ser usada para paralisar veículos e torretas via pulso eletromagnético causado por seu disparo carregado.

Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Todas essas alterações são interessantes, só que deixaram a experiência um pouco mais fácil. Apesar disso, você ainda morrerá muitas vezes no game, especialmente contra os Hunters, inimigos grandes que conseguem te matar com apenas um disparo, Elites amarelos que possuem bastante resistência e geralmente usam Espadas de Energia que te derrubam com um ataque só, e o Flood, visto que esses inimigos são bastante numerosos e alguns deles muito fortes.

A quantidade de armas é maior no remake em comparação com o remaster e o jogo original, havendo várias armas de títulos que saíram depois de Combat Evolved. Infelizmente, apenas algumas delas aparecem na campanha. Acesso a todas ocorre apenas nas missões inéditas, que apresentam também um inimigo exclusivo delas.

Houve modificações no design de nível dos trechos de algumas fases, deixando a experiência mais dinâmica. Isso acabou melhorando o ritmo de jogo em locais que antes eram um tanto maçantes.

A interface, que é customizável, também passou por modificações, dando ao jogador a sensação de estar olhando de dentro do capacete do Master Chief. Há também um modo inédito em terceira pessoa, que pode ser desbloqueado encontrando a Caveira específica que libera isso. Existem 42 Caveiras no remake que modificam a jogabilidade, com todas elas estando espalhadas pelas fases do jogo, que podem ser rejogadas quantas vezes o jogador desejar.

Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Modo Remix e missões inéditas

Por falar nas Caveiras, ao obter duas delas você libera o Remix da Campanha, que permite jogar as missões com uma variedade de Crânios que você encontrou para alterar vários aspectos da jogabilidade e das fases de forma aleatória ou escolhida por você. Há também modificadores visuais nesse modo.

Para os que gostam muito da trama de Halo, cada missão do jogo possui um Terminal escondido que fornece mais detalhes a respeito da história deste universo.

Outra adição em Halo: Campaign Evolved, a mais importante ao meu ver, são as três missões inéditas envolvendo Master Chief e o Sargento Johnson, onde eles têm como objetivo encontrar algo que ajude a localizar o coração do império alienígena da Irmandade. 

Essas missões ocorrem antes dos eventos do jogo principal, inclusive com Master Chief sequer tendo Cortana ainda instalada em seu traje. São fases com diversos trechos distintos e variados, com um deles inclusive envolvendo uma batalha com naves no espaço sideral. O desafio encontrado nelas remete ao que pode ser visto nas missões finais da campanha principal.

Foto: Reprodução / Giuseppe Carrino

Se você já está familiarizado com Halo e zerou o jogo original ou o remaster, recomendo jogar essas missões novas antes de encarar a campanha do remake. Agora, se você nunca jogou Halo, o ideal é jogar a campanha primeiro para se familiarizar com a jogabilidade, e depois encarar as missões extras.

Falando do multiplayer, infelizmente é aí onde o remake pisa muito na bola. Embora ele tenha suporte para que até quatro jogadores joguem online a campanha de forma cooperativa, inclusive com crossplay, ou dois jogadores façam isso na mesma plataforma via tela dividida (apenas nos consoles), não há qualquer tipo de multiplayer competitivo.

Entendo que o foco do Halo Studios tenha sido a campanha, mas se até o remaster veio com um multiplayer competitivo online robusto na The Master Chief Collection, é simplesmente inaceitável que o remake não tenha algo dessa natureza. 

Considerações

Halo: Campaign Evolved - Nota 8,5
Halo: Campaign Evolved - Nota 8,5
Foto: Divulgação / Game On

O remake de Halo: Combat Evolved é uma ótima maneira de jogar a campanha daquele que considero um dos melhores e mais importantes jogos de tiro já feitos. Os belos visuais, juntamente com a maioria das alterações no gameplay, dão vida nova ao jogo clássico do Xbox. 

Além disso, as missões extras inéditas, com eventos que ocorrem antes da campanha, expandem a história e fornecem algo completamente novo até mesmo para quem já conhece o título original de cabo a rabo. O principal vacilo fica na completa ausência de um modo multiplayer competitivo, algo que espero que não se repita caso sejam feitos remakes de outros jogos da franquia.

Halo: Campaign Evolved chega em 28 de julho para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. Quem comprar a Premium Edition pode começar a jogar com até 5 dias de antecedência, a partir de 23 de julho. O jogo também estará disponível no PC Game Pass e Game Pass Ultimate.

Esta análise foi feita no PC (Microsoft Store), com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Microsoft.

Fonte: Game On
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