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Análise: Eiyuden Chronicle: Rising é encantador e entediante

Prólogo de Hundred Heroes é visualmente belíssimo, mas tem narrativa pouco interessante e peca na progressão

24 mai 2022 09h57
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Eiyuden Chronicle: Rising está disponível para PC e consoles
Eiyuden Chronicle: Rising está disponível para PC e consoles
Foto: Divulgação / 505 Games

Desenvolvido pela cultuada Natsume Atari, Eiyuden Chronicle: Rising é o prólogo de Hundred Heroes, sucessor espiritual da série criada por Yoshitaka Murayama, Suikoden, e também uma recompensa para os fãs após uma campanha de sucesso absoluto da Rabbit and Bear no Kickstarter.

Embora faça parte do mesmo universo de Hundred Heroes, Rising apresenta uma abordagem distinta de seu sucessor e traz um sistema de batalha completamente diferente, substituindo o combate baseado em turnos característico de JRPGs por combates rápidos em 2D.  

Rising se apresenta como um belíssimo RPG de ação com mecânicas de construção de cidades e, embora simples e com alguns pontos positivos, rapidamente se torna entediante e deixa a desejar em diversos quesitos.

A começar pela história. A protagonista de Rising se chama CJ, uma aventureira em busca de fama como caçadora de tesouros que viaja até Nova Naveah para tentar a sorte. A cidade é governada por Isha, uma jovem que tenta manter a cidade funcionando através dos impostos recolhidos de aventureiros que exploram cavernas e florestas da região em busca de tesouros.

Previsível e pouco cativante, a narrativa serve apenas como um pontapé inicial para revelações misteriosas e perigosas, que demoram muito a acontecer, e carece de profundidade e emoção, sendo incapaz de envolver o jogador, que tem poucos motivos para se sentir conectado aos  personagens.

Sistema de construção de cidade rapidamente se torna cansativo
Sistema de construção de cidade rapidamente se torna cansativo
Foto: Divulgação / 505 Games

As mecânicas de exploração e construção de cidade são duas das principais características de Rising e inicialmente até parecem promissoras, mas não demoram a se tornarem cansativas. Simples e rápidas, as missões para aprimorar os estabelecimentos da cidade são também repetitivas, e fazem o jogador voltar diversas vezes nosmesmos lugares para completar objetivos pouco diferentes. 

Se no começo do jogo até é possível se interessar pela evolução de Nova Naveah, logo cumprir cada missão se torna uma tarefa maçante e tira qualquer sensação de progressão, tornando todo o processo mecânico e desestimulante. Outro problema é que essas mesmas missões são grande fonte de experiência e praticamente obrigam o jogador a realizá-las, o que quebra completamente o ritmo do jogo por não proporcionarem uma evolução narrativa em paralelo.

Além disso, as masmorras têm designs muito parecidos e básicos, poucos caminhos ocultos, e só se tornam instigantes nas batalhas contra seus chefes finais, muitas vezes desafiadores e com mecânicas realmente interessantes.

O combate é um dos pontos positivos de Eiyuden Chronicle: Rising
O combate é um dos pontos positivos de Eiyuden Chronicle: Rising
Foto: Divulgação / 505 Games

Falando em combate, a ação do jogo é agradável e bastante fluida, mas não pode ser apontada como um diferencial. Inicialmente, Rising prende o jogador apenas à protagonista, o que mantém o combate muito básico e, até certo ponto, fácil demais. 

Conforme a história avança, novos personagens entram para o grupo e é possível alternar entre eles durante as batalhas de forma praticamente instantânea, o que garante belos e poderosos combos. Ainda, à medida que os personagens sobem de nível, novas habilidades são liberadas e garantem uma dose extra de possibilidades. No entanto, Rising continua sem saber proporcionar uma sensação de progressão, uma sensação de aumento de poder, algo tão essencial em RPGs. 

Por outro lado, seu maior trunfo é a estética. O estilo de arte realmente merece elogios e é convidativo com seus belíssimos visuais desenhados à mão. Os gráficos abraçam tanto uma vibe moderna quanto retrô, e garantem detalhes incríveis, principalmente nos bem diversificados cenários.

Considerações

Se o deleite gráfico for o suficiente para prender a atenção do jogador ao longo das quase 20 horas de aventura, Rising pode ser agradável e cumpre bem seu papel de recompensar os fãs que investiram no Kickstarter.

Eiyuden Chronicle: Rising - Nota: 6
Eiyuden Chronicle: Rising - Nota: 6
Foto: Reprodução / Game On

Porém, a experiência deixa um pouco a desejar e é cansativa, servindo apenas para introduzir os personagens e o mundo de Hundred Heroes, mas dando poucos motivos para ficar.

Eiyuden Chronicle: Rising está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Switch, Xbox One e Xbox Series X/S. O jogo está incluso no catálogo do Game Pass.

Fonte: Game On
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