Na decisão no ES, Bruno Schmidt tem vôlei no sangue influenciado por global
Quando Bruno Schmidt entrar na arena montada na Praia de Camburi, em Vitória (ES), neste domingo, pela decisão da segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, provavelmente terá toda torcida a seu favor. Em dupla com Pedro Solberg, o brasiliense radicado capixaba há oito anos vivenciará o que Lili tem vivido nos últimos dias: muito barulho da torcida a favor e pressão na parceria adversária. Bruno, contudo, deve agradecer a um apresentador da Rede Globo pelo fato de poder vivenciar a experiência.
Sobrinho da lenda do basquete Oscar Schmidt, o atual campeão do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia e vice-líder da temporada vigente do Circuito Mundial tinha tudo para adotar o esporte do tio para praticar, tamanha a influência exercida por Oscar no cenário nacional. Contudo, a “culpa” de Bruno Schmidt parar no vôlei de praia é de outro tio: Tadeu Schmidt, apresentador do programa Fantástico, da Rede Globo, que foi jogador de vôlei por muitos anos antes de se tornar jornalista.
“Ninguém sabe disso, mas o Tadeu Schmidt, apresentador do Fantástico, era praticante de vôlei e influenciou todo mundo na família, não só eu como meu pai também, que é um apaixonado por vôlei, compete em todos os Masters que pode. Então por incrível que pareça é um peso grande de ter o Oscar Schmidt na família, mas acho que agora sem dúvida o esporte número um da nossa família é o vôlei de praia”, explicou o jogador ao Terra.
Natural de Brasília, no Distrito Federal, o atleta não estava nem um pouco próximo de uma praia onde pudesse exercer o esporte de raiz. Contudo, foi no Centro-Oeste do Brasil que cultivou, influenciado pelo tio global, a prática do vôlei de praia, esporte que futuramente o levaria a ser um dos destaques do Brasil no assunto.
“Eu já jogava vôlei de praia no Distrito Federal, o pessoal cultiva muito a prática de esportes nos clubes. O vôlei de praia para mim era um hobby de fim de semana, em vez de futebol ou outra coisa do tipo gostava de jogar vôlei de praia. E é obvio que já passava pela cabeça poder seguir carreira no vôlei de praia, mas sempre tive fatores físicos que limitavam muito”, lembrou o atleta.
Fatores físicos, no caso de Bruno Schmidt, seriam a estatura baixa para um jogador do esporte – ele próprio admite que Oscar levou toda a genética de altura de sua família. Contudo, uma mudança de vida o fez perceber que poderia prosseguir na carreira apesar das limitações: a ida para o Espírito Santo em 2005, onde conheceu o treinador Leandro Brachola, renomado revelador de talentos no Estado.
“Quando eu vim pra cá, minha família toda veio pra cá em 2005, tomei gosto pelo esporte para levar como uma maneira profissional e foi muito legal, encontrei gente muito competente no Estado. Comecei com o Leandro Brachola, que treinava o Loiola e o Alison. Sempre fui muito baixo e tive aquela dúvida, mas quando joguei aqui superei qualquer dificuldade que bloqueava os meus planos futuros”, recordou.
Por se declarar um capixaba por adoção e fazer juras de amor ao Estado, Bruno Schmidt provavelmente entrará na final deste domingo com grande apoio da torcida local – ao contrário da semifinal, em que viu a maioria torcer por Alison, capixaba “real”. Entretanto, terá trabalho para bater Vitor Felipe/Evandro, que fizeram uma semifinal espetacular, na qual arrasaram os experientes Márcio/Ricardo. A grande decisão não deve começar antes das 12h (de Brasília).
*O repórter viajou a convite da Confederação Brasileira de Vôlei