Vídeo mostra carro a 129 km/h e dança ao volante antes da morte de jogador
Outros quatro atletas que estavam no veículo ficaram feridos e foram socorridos
Um vídeo publicado por atletas do X1 um pouco antes da morte do jogador Adriano Bololô mostra o veículo trafegando a 129 quilômetros/hora, mesmo o limite sendo 60km e com diversos avisos na estrada. Eles estavam na cidade de Fortim, no litoral Leste do Ceará, na madrugada desta quinta-feira, 30. João Paulo (jogador conhecido como Coruja) ainda foi gravado dançando em meio a direção no volante.
Quatro atletas que estavam no veículo - Raul Xavier, Caio, Coruja e Da Lua - ficaram feridos e foram socorridos. Raul está internado no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, e Caio foi levado para o hospital de Limoeiro do Norte. João Paulo e Da Lua já receberam alta.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que o automóvel ocupado por cinco pessoas colidiu contra uma placa de sinalização no canteiro central da rodovia, resultando na morte de Bololô.
"Uma equipe da Perícia Forense do Estado do Ceará compareceu ao local da ocorrência, onde foram coletados indícios que subsidiarão os trabalhos policiais", disse a Secretaria da Segurança.
Adriano Bololô, com passagens pela Seleção Brasileira de Fut7, iria defender o Flamengo nas disputas da Liga Nacional e Liga das Américas. Bololô também jogou pelo Fortaleza Esporte Clube e também esteve no Uruguai Fut7.
"Sua trajetória começou no futsal e, com muito esforço e dedicação, estava mudando sua vida através do esporte, inspirando outros atletas a seguir o caminho do trabalho e das realizações. Aos amigos, familiares e colegas da categoria, o Fortaleza expressa seus mais sinceros sentimentos. Que se sintam abraçados neste momento de dor", diz um trecho da nota do seu clube.
O empresário Diego Gentil Tavares, da equipe de X1 da qual os atletas fazem parte, contou que Adriano Bololô era brincalhão e ajudava a família. "O Bololô era uma cara ímpar. Quando conhecia de verdade, via que ele era um cara do bem, ajudava a família. O dinheiro que ele ganhava do X1, que ele estava no melhor momento da carreira dele, ele reformou a casa dele, comprou um carrinho, uma moto, ajudava os irmãos. Era um cara brincalhão, do bem", disse Diego Gentil Tavares.
@_alexsandervieira Atletas publicaram vídeo com carro a 129 km/h e dança ao volante antes de acidente com morte de jogador
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