Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Terror dos atletas, bolha no pé pode ser evitada

9 jan 2009 - 08h32
(atualizado às 08h36)
Compartilhar

Dentre atletas profissionais e amadores, um dos maiores temores é a bolha no pé, vista com maior incidência entre os praticantes de corrida. Algumas chegam até a tirar a pessoa de combate, como ocorreu com o atacante Ronaldo - hoje no Corinthians - na preparação do Brasil para a disputa da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. O incômodo, porém, pode ser evitado, segundo especialistas.

Foto: Getty Images

» Leia mais notícias do JB Online

"A bolha é uma camada de proteção entre a epiderme e a derme. São células mortas, mecanismos de defesa que não tiveram energia suficiente para se romper, e então se descolaram da pele", explica o dermatologista Guilherme Almeida, que tem doutorado em dermatologia pela McGill University, no Canadá.

O podólogo Armando Bega, coordenador do curso de graduação em podologia da Universidade Anhembi Morumbi e especialista em podologia esportiva, explica o porquê da alta freqüência das bolhas em praticantes de corrida.

"O principal motivo da incidência delas é o atrito causado dentro do tênis durante o movimento da passada. Além disso, o calor no interior do calçado também influencia" diz.O dermatologista Guilherme Almeida, que é maratonista, conta que outra razão para o aparecimento das tão temidas bolhas é o excesso de suor ou atos não planejados pelo corredor - como quando deixa cair água nos pés durante uma prova. Na chuva, a chance do surgimento de bolhas em corridas de longas distâncias é grande.

Como evitá-las

"Usar meias é essencial, principalmente aquelas com tecidos tecnológicos. Não usá-las pode acarretar não apenas bolhas, mas também lesões. Meias largas também não são uma boa opção: se elas se movimentarem, o atrito aumenta e a bolha aparece", explica o podólogo.

"Para prevenir o aparecimento de bolhas, deve-se evitar correr com o tênis molhado. Além disso, não custa lembrar que o calçado deve ser um número acima que o do atleta, que deve revezar seus calçados e não correr longas distâncias com um tênis novo", reforça Almeida, acrescentando que alternar as palmilhas a cada corrida e usar vaselina nos pés contribuem para diminuir o atrito.

Um exemplo dos problemas que as bolhas podem causar aos corredores vem do mineiro Franck Caldeira. Ao vencer a maratona dos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007, ele reclamou que depois da metade da prova as bolhas passaram a ser um incômodo a mais. O próprio maratonista já sabia o motivo: além de correr sem meias, havia completado os 42 km com um tênis nunca antes usado.

Armando Bega conclui afirmando que, para evitar problemas como os de Caldeira, uma boa dica é, após provas e treinos, usar creme hidratante no pé, o que melhora a regeneração da pele e impede que ela fique seca ou mesmo com excesso de suor.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra