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Situação de Djokovic na Austrália será decidida na segunda

Número 1 do mundo fez um apelo após ser barrado no aeroporto de Melbourne e ter o visto cancelado

6 jan 2022 07h47
| atualizado às 08h00
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Novak Djokovic após vitória sobre Matteo Berrettini no US Open
08/09/2021
Danielle Parhizkaran-USA TODAY Sports
Novak Djokovic após vitória sobre Matteo Berrettini no US Open 08/09/2021 Danielle Parhizkaran-USA TODAY Sports
Foto: Reuters

A Austrália não expulsará, de forma imediata, o atual número um do tênis, Novak Djokovic, informou um advogado do governo durante uma audiência nesta quinta-feira. Christopher Tran garantiu que o país não planeja concluir a expulsão antes da audiência, prevista para segunda-feira. O tenista permanece retido no Park Hotel, um "hotel de quarentena" em Melbourne.

A posição do governo foi tomada após os advogados de Djokovic entrarem com um pedido de liminar urgente para permitir que ele permaneça no país. Na quarta-feira, o sérvio foi barrado no aeroporto de Tullamarine assim que desembarcou para disputar o Aberto da Austrália e teve seu visto cancelado.

Autoridades australianas alegam que ele não teria apresentado "padrões adequados de evidências" para entrar no país com a permissão médica especial que havia obtido na véspera. O documento permitia que entrasse e competisse em Melbourne mesmo sem comprovar a vacinação completa contra a covid-19.

Djokovic já afirmou diversas vezes que é contra o imunizante. Ele se nega a revelar se tomou a vacina, o que o tornou alvo de polêmica nos últimos meses, principalmente após as autoridades australianas afirmarem publicamente que só aceitariam tenistas vacinados para o torneio.

A permissão que Djokovic havia obtido é prevista na lei australiana para dar conta de casos específicos na pandemia. Serve para pessoas que não tomaram o imunizante para não piorar um quadro clínico grave causado por outra doença ou porque apresentaram reação grave na primeira dose ou ainda porque tiveram covid-19 nos últimos seis meses.

Estadão
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