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Roland Garros é adiado para setembro por surto de Covid-19

Tradicional torneio no saibro só não foi disputado em anos de Guerras Mundiais

17 mar 2020 15h26
| atualizado às 15h49
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Para evitar o contágio do novo coronavírus, a Federação Francesa de Tênis anunciou nesta terça-feira o adiamento do tradicional torneio de Roland Garros, disputado anualmente em Paris desde 1891. Em vez de começar em 24 de maio, a competição terá início em setembro. É a primeira vez quem um Grand Slam é afetado pela pandemia. Antes disso o evento mais importante a ter sido suspenso havia sido o Masters 1000 de Indian Wells, na Califórnia, e de Miami, na Flórida.

Rafael Nadal posa com a taça de campeão de Roland Garros
09/06/2019
Susan Mullane-USA TODAY Sports via REUTERS.
Rafael Nadal posa com a taça de campeão de Roland Garros 09/06/2019 Susan Mullane-USA TODAY Sports via REUTERS.
Foto: Reuters

Com o adiamento de Roland Garros, o próximo Grand Slam marcado para o calendário é Wimbledon, em Londres, com início no fim de junho. A decisão de mudar a data da competição francesa vem na sequência de diversos adiamentos de competições esportivas pelo mundo. Na última semana, vários organizadores de torneios de tênis anunciaram seguidos cancelamentos.

A competição francesa de 2020 era importante por ser o último torneio da ATP que conta pontos para determinar quais competidores podem se classificar para disputar o torneio olímpico de tênis nos Jogos de Tóquio. Por enquanto, a Olimpíada continua com a programação normal e tem o início marcado para o dia 26 de julho.

O tradicional torneio de Roland Garros só não foi disputado em anos de Guerras Mundiais. O primeiro intervalo em que o evento acabou cancelado foi de 1915 a 1919. Depois, o mesmo se repetiu de 1940 até 1945. Um dos grandes nomes da história da competição é o brasileiro Gustavo Kuerten, vencedor de três edições.

Na França, a situação do novo coronavírus tem sido monitorada de perto pelo governo local. O presidente do país, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que pelo período de 15 dias as pessoas só vão pode sair de casa para atividades extremamente necessárias, como ir ao trabalho e comprar comida. Macron inclusive pediu para as famílias evitarem festas e reuniões.

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Estadão
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