São José do Rio Preto pode sediar novo confronto da Copa Davis
11 abr2012 - 12h27
(atualizado às 13h48)
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A cidade de São José do Rio Preto (SP), localizada a 443 quilômetros de São Paulo, pode receber novamente um confronto da Copa Davis ainda este ano. Na manhã desta quarta-feira, no sorteio da repescagem para o Grupo Mundial de 2013, foi definido que o o Brasil receberá a Rússia em casa, nos dias 14 e 16 de setembro, e o Harmonia Tênis Clube tem boas chances de ser o local escolhido para o duelo.
O clube sediou um torneio challenger em 2011, o BVA Open, ganhando importância no tênis brasileiro. No último final de semana, o Harmonia já recebeu o confronto do Brasil contra a Colômbia, também pela Copa Davis, marcando mais um ponto positivo para seu currículo esportivo.
"Assim como recebemos os jogos contra a Colômbia, neste último final de semana, vamos fazer de tudo para trazer mais esta etapa da Davis para cá. A partir de hoje já começamos a nos mobilizar", disse Samir El Assal, diretor do Harmonia Tênis Clube.
Samir informou, também, que já entrou em contato com os diretores da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) nesta manhã, com a intenção de garantir São José do Rio Preto como sede de mais uma decisão do Brasil na Davis.
8 de abril: Jogadores e comissão técnica do Brasil comemoram vitória sobre a Colômbia pelo Zonal Americano da Copa Davis. Atuando em São José do Rio Preto, Thomaz Bellucci bateu Santiago Giraldo por 3 sets a 0 e definiu o êxito dos mandantes, que em setembro disputarão a repescagem tentando retornar ao Grupo Mundial da competição
A ITF (Federação Internacional de Tênis) divulgou na última segunda-feira a lista das equipes cabeça de chave na repescagem para o Grupo Mundial da Copa Davis, que acontece de 14 a 16 de setembro. O sorteio que define o rival brasileiro acontece nesta quarta, em Londres. Confira quem são os possíveis adversários do Brasil e quais as chances da equipe nacional em cada um dos possíveis duelos que podem levar o tênis brasileiro de volta à primeira divisão:
Foto: AFP
Suíça (no Brasil) O adversário mais aguardado e ao mesmo tempo temido pelos fãs brasileiros é a Suíça. Se contar com a presença de Roger Federer, a equipe seria franca favorita contra o time nacional. Além de Federer, os suíços contam com Stanislas Wawrinka, que já foi top 10 e é especialista no saibro (piso preferido dos brasileiros). Nas duplas, a vantagem também seria dos europeus (Federer e Wawrinka são atuais campeões olímpicos)
Foto: Getty Images
Itália (no Brasil) Em um confronto contra a Itália pela repescagem, o Brasil entraria como favorito. A dupla Soares/Melo, o mando de campo e o bom desempenho de Bellucci contra a Colômbia são fatores que atuam em favor do Brasil. Sem nenhum tenista excepcional, a equipe italiana - liderada por Andrea Seppi (foto) - contaria com a raça para superar o time nacional
Foto: Getty Images
Rússia (no Brasil) A Rússia foi o último dos seis algozes do Brasil na repescagem da Davis. Em 2011, o time nacional perdeu por 3 a 2 e ficou muito perto de vencer. Em um eventual novo confronto, no Brasil, a equipe nacional deve escolher uma quadra de saibro bem lenta, dificultando a vida dos especialistas em simples do time rival, como Mikhail Youzhny (foto) e Nikolay Davydenko - afeitos às quadras rápidas. O desempenho de Soares e Melo nas duplas deve ser fundamental
Foto: Getty Images
Alemanha (fora de casa) Longe dos tempos de Boris Becker e Michael Stich, a Alemanha não vive seu melhor momento no tênis. Mesmo assim, os europeus têm condições de dificultar a vida do Brasil por conta do mando de quadra. Philipp Kohlschreiber (foto), 34 do mundo, é a esperança alemã em simples. Philipp Petzschner e Christopher Kas são destaques nas duplas. O confronto seria disputado em piso rápido
Foto: Getty Images
Canadá (fora de casa) Apesar da pouca tradição do Canadá no tênis, um confronto com o país norte-americano tem tudo para ser dos mais complicados. Com o mando de quadra, os canadenses tirariam vantagem da diferença de estilos entre as equipes, escolhendo o piso duro e coberto. Além do mando, os canadenses ainda contam com o "prodígio" Milos Raonic (foto), 21 anos e 25° do mundo. Nas duplas, o Canadá tem Daniel Nestor, terceiro da ATP
Foto: Getty Images
Suécia (fora de casa) Machucado, Robin Soderling (foto) está fora do circuito e não tem previsão de volta. Vice-campeão de Roland Garros em 2009 e 2010, Soderling seria peça fundamental para seu país em eventual confronto com o Brasil. Sem o tenista, o Brasil é favorito; com Soderling machucado, o melhor tenista sueco em atividade no circuito é Michael Ryderstedt, 261° da ATP
Foto: Getty Images
Cazaquistão (sem mando definido) Favoritos contra a dupla cazaque - que deve ser formada por Mikhail Kukushkin e Andrey Golubev (foto) -, Bruno Soares e Marcelo Melo devem garantir um ponto para o Brasil. Melhor do Brasil, Bellucci carregará a responsabilidade de repetir o desempenho contra a Colômbia e garantir dois pontos nas simples. Se o Cazaquistão for o rival, um novo sorteio será realizado para definir quem terá o mando de campo, já que o confronto é inédito
Foto: Getty Images
Israel (sem mando definido) Dudi Sela (foto) é o grande tenista israelense em simples na atualidade e pode ser a principal ameaça no caso de um confronto com o Brasil. Número 61 do mundo, Sela tem retrospecto equilibrado no confronto com Bellucci, com uma vitória para cada. Nas duplas, Jonathan Erlich e Andy Ram (47 e 48 do mundo, respectivamente, em duplas) seriam os rivais de Bruno Soares e Marcelo Melo