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Sandro Goiano rejeita fama de maldoso e vê sofrimento em ser técnico

2 out 2012 - 08h07
(atualizado às 09h48)
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Enquanto esteve nos gramados, Sandro Goiano ganhou títulos importantes principalmente por Paysandu, Grêmio e Sport, implantou a sua liderança, mas também foi alvo de polêmicas. O volante - natural da cidade de Pirenópolis (GO) -  era constantemente acusado de exagerar nas jogadas viris, sendo classificado, em algumas oportunidades, como um atleta "violento".

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"Eu chegava firme, mas se olharem a minha carreira vão ver que há poucas expulsões", diz o atual gerente de futebol do América de São José do Rio Preto, que prefere ignorar as críticas. "Eu não me importava, por isso nem pensava se era injustiça ou não. Se todo jogador ficar preocupado com o que falam por aí, não vai jogar direito, é melhor não escutar nada, não ler jornal, nem assistir televisão", emenda.

Dono de uma voz calma, Sandro Goiano continua defendendo com unhas e dentes sua forma de jogar em campo, inclusive contra os jogadores mais maliciosos. "Cada um usa o seu talento. Na minha época de jogar, era permitido só uma gracinha, depois tinha uma dividida forte", afirma o ex-volante, que evita, porém, criticar o principal nome da atualidade no País, Neymar, que insiste nas jogadas individuais e é acusado frequentemente de simular faltas. "Ele tem sua categoria e talento, deve abusar mesmo", completa.

A imagem de jogador viril rendeu a Sandro Goiano fama na internet. Até hoje, quem utilizar um sistema de busca pela internet consegue encontrar sites que formularam frases curiosas sobre os conhecidos carrinhos do ex-volante de Paysandu, Grêmio e Sport.

Entre as frases que zombam o ex-jogador estão: "Garrincha tinha as duas pernas perfeitas. Até disputar uma bola com Sandro Goiano", "Sandro Goiano não bate falta, ele surra a falta" ou "O Saci tinha as duas pernas. Até levar um carrinho de Sandro Goiano".

Curiosamente, o ex-jogador já sofreu um enorme susto em função de uma pancada forte na cabeça. Em 2008, teve convulsões e um desmaio em virtude de um choque no jogo contra o Santos. Porém, dois dias depois já queria estar em atividade pelo Sport, mas acabou vetado pelos médicos.

Sandro Goiano reconhece que a determinação foi a marca da sua carreira. "Eu acho que qualquer jogador deve ter 50% de qualidade técnica, 50% de superação e preparo físico. Se não entrar preparado, é o primeiro passo para ser derrotado. Eu era 100% de determinação", classificou.

Apesar de toda força física, Sandro nunca se considerou um volante limitado. Aliás, ele recorda que já deixou no banco jogadores de comprovada qualidade em sua posição. "Eu também tinha técnica, mas a técnica não é nada sem força de vontade. O Lucas (volante do Liverpool, da Inglaterra, convocado constantemente para a Seleção de Mano antes de se lesionar) ficou no banco enquanto eu jogava", recorda.

Sandro Goiano acredita que alcançou o patamar de jogador vencedor e prova isso através de títulos. No Paysandu, faturou a Série B do Brasileiro em 2001, a Copa dos Campeões de 2002 e disputou a Libertadores do ano seguinte. No Grêmio, além de duas conquistas estaduais (2006 e 2007), comandou o time na volta à primeira divisão nacional em 2005 e foi vice da Libertadores de 2007. Por fim, brilhou no Sport com o troféu de campeão da Copa do Brasil de 2008.

No Grêmio, o atleta é sempre homenageado como um ídolo pela presença na "Calçada da Fama" do estádio Olímpico. "Eu lembro principalmente daquela "Batalha dos Aflitos" contra o Náutico (jogo que definiu a volta para a Série A em 2005). O Grêmio é diferente, não aceita corpo mole, jogador cai-cai, o torcedor cobra e exige a superação, a vontade", recorda, com orgulho.

Embora com uma marcante liderança nos grupos que participou, Sandro Goiano rejeita com veemência a chance de virar técnico. "Nunca passou pela minha cabeça. Eu quis trabalhar no futebol, mas treinador sofre muito e minha mãe escuta demais o que se fala por aí", encerra o dirigente do América-SP, sem esconder a risada.

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Foto: Fernando Borges / Terra
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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