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Veja o que Diniz já conseguiu implementar no São Paulo em menos de um mês

19 out 2019
11h18
atualizado às 11h18
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Fernando Diniz foi o escolhido pelo São Paulo para substituir Cuca, demitido após a derrota para o Goiás, no Morumbi. O treinador foi anunciado no dia 26 de setembro e já comandou o Tricolor em quatro partidas. Apesar do pouco tempo de trabalho, o técnico já começou a dar uma nova cara à equipe do Morumbi.

O principal pilar do modelo de jogo de Fernando Diniz é a posse de bola. O treinador acredita que ter a bola afasta o adversário do gol defendido por Tiago Volpi, além de facilitar a criação de jogadas. Portanto, sob o comando do técnico, o Tricolor opta por construir suas jogadas com toques curtos desde trás, tendo a participação direta dos zagueiros e do goleiro.

Diniz tem duas vitórias, dois empates e uma derrota à frente do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
Diniz tem duas vitórias, dois empates e uma derrota à frente do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
Foto: Gazeta Esportiva

Volpi, inclusive, aumentou consideravelmente o números de passes nas últimas partidas. Contra o Corinthians, por exemplo, o goleiro passou 26 vezes para os seus companheiros. A ideia é ter um jogador a mais como opção para receber a bola, aumentando a superioridade numérica.

Quando o São Paulo tem a bola, Luan é orientado a se posicionar entre os dois zagueiros, o que garante maior liberdade aos laterais no ataque. Além disso, a equipe ganha um jogador a mais na linha defensiva para rodar a bola até encontrar um companheiro livre mais à frente, dando continuidade à jogada.

Com os desfalques excessivos, Diniz está escalando Tchê Tchê pelas beiradas, fechando um dos lados no momento defensivo. No ataque, o meio-campista tem liberdade para circular pela intermediária, se aproximando do setor onde a bola está e sendo uma opção a mais para receber o passe.

Aliás, com Diniz, o time não é posicional. Ou seja, o modelo de jogo do treinador busca muita movimentação, principalmente dos jogadores de frente. Dessa forma, os atletas têm liberdade para se deslocaram, não guardando posição. A ideia é deixar o time menos estático e confundir a marcação adversária.

No entanto, a equipe ainda tem dificuldade para executar essas movimentações de maneira natural. Ou seja, é comum que o time fique desorganizado, com muitos jogadores aglomerados em uma faixa pouca produtiva do campo e nenhum atleta aberto do outro lado, dando amplitude. Além disso, a posse de bola muitas vezes passa a ser estéril e pouco produtiva, sem verticalidade. Portanto, o São Paulo ainda tem dificuldade para criar chances de gol, apesar de ter mais volume de jogo.

Outro aspecto que Diniz ainda busca melhorar é a pressão após a perda da bola. Para ter mais posse, a equipe precisa ser eficiente na recuperação, evitando que o adversário consiga sair jogando com facilidade. Por conta da dificuldade da execução da pressão e do desgaste físico do final da temporada, o time ainda não consegue sufocar o adversário logo depois de perder a bola.

Até o momento, Diniz tem duas vitórias, dois empates e uma derrota à frente do Tricolor, com três gols marcados e dois sofridos. O São Paulo é o atual quinto colocado do Campeonato Brasileiro, com 43 pontos somados. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o Avaí, no domingo, às 16h.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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