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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

"Tiveram sangue frio, são monstruosos", diz mãe de Daniel

6 nov 2018
10h55
atualizado às 13h34
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Enquanto seguem às investigações da morte de Daniel Corrêa, espancado e torturado no último dia 27 em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, a família do jogador deu suas primeiras declarações quanto ao crime. Em entrevista à RPC Curitiba, tanto a mãe, quanto a tia do atleta com passagens por São Paulo, Cruzeiro e Botafogo rechaçaram a possibilidade de estupro, citada por Edison Brittes, que confessou o crime.

Foto: IstoÉ

"Eu estou fazendo um esforço muito grande para falar. Eu não consigo nem comer direito, nem dormir. Meu coração está despedaçado", disse a mãe do jogador. "Eles tiveram coragem de me falar, com a voz mais doce do mundo, que eles estavam prontos para me ajudar no que fosse preciso, que eu podia contar com eles. Me mandaram fotos falando que estavam indo para o IML, para ter certeza que não era ele", completou

"Então eles tiveram sangue frio. Eles são monstruosos", finalizou a mãe de Daniel, que teve sua fala corroborada pela tia. "O Daniel era um menino de ouro e jamais tentaria estuprar uma mulher", contou.

Dando prosseguimento às investigações, a Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ouviu mais testemunhas na última segunda-feira a fim de traçar a sequência de incidentes que levaram ao espancamento e à tortura. Cristiana Brittes e a filha, Allana, prestaram depoimento, além de um suspeito de 19 anos. O empresário Edison Brittes Júnior teve seu depoimento adiado.

Ainda segundo a RPC, durante o depoimento prestado, Cristiana confirmou que sofreu uma tentativa de estupro por parte do jogador. Um vídeo, inclusive, foi divulgado mostrando Daniel tanto na festa de Allana quanto na continuação da comemoração, que aconteceu na casa da família. Segundo as investigações, a morte aconteceu por volta das 8h do dia 27 (sábado).

Edison Brittes, a esposa Cristiana e a filha Allana segue presos de forma temporária por 30 dias. Na entrevista em que confirmou a autoria do crime, o empresário também afirma que ouviu gritos do quarto e ao abrir a porta se deparou com Daniel tentando abusar de sua esposa.

Na apuração preliminar do Instituto Médico-Legal (IML), divulgada pela Polícia Civil, Daniel foi espancado na casa da família Brittes e, depois, levado para um matagal, onde o corpo foi encontrado. A morte foi causada por ferimento por arma branca. O corpo do jogador foi velado e sepultado na última quarta-feira, em Conselheiro Lafaiate, em Minas Gerais, cidade da família do atleta.

Mineiro de Juiz de Fora, Daniel foi morto aos 24 anos. Revelado pelo Cruzeiro, o meio-campista foi contratado pelo São Paulo após se destacar no Botafogo. Também passou por Ponte Preta e Coritiba. Ele estava emprestado pelo Tricolor paulista ao São Bento, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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