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Diretor do São Paulo reprova atuação do VAR e garante representação na CBF

31 jul 2021 22h41
| atualizado às 23h59
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O diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, foi bastante crítico em relação à atuação do VAR neste sábado, no clássico contra o Palmeiras, no Morumbi. O árbitro de vídeo anulou de forma polêmica um pênalti e um gol a favor do Tricolor no Choque-Rei, o suficiente para levar todos os são-paulinos à loucura no Morumbi.

"Eu não estou nem um pouco feliz de estar nesse lugar [sala de coletiva], que não deve ser ocupado por dirigentes, deve ser ocupado por treinador, jogadores, que são quem fazem efetivamente a alegria ou tristeza dos torcedores", disse Belmonte, iniciando seu pronunciamento.

"O VAR, que deveria trazer segurança ao árbitro no Brasil, traz insegurança. O VAR, que deveria ser um acessório pra ajudar a arbitragem, no Brasil quer ser protagonista do jogo. Hoje o árbitro da partida marca um pênalti a um metro de distância, de frente pro lance. No campo ele tem todas as sensações, o peso da mão do zagueiro nas costas do Marquinhos, derrubando o Marquinhos, e ele marca o pênalti corretamente. Mas, aí entra o VAR. O VAR, de repente, chama o árbitro numa sala fechada, sem som, sem nada da partida, e traz a insegurança para o árbitro. E aí o árbitro perde a convicção, vai ao VAR e anula um lance que ele marcou estando a um metro do lance. O VAR no Brasil não é usado de forma correta, é utilizado muitas vezes pra tirar a responsabilidade de quem deve tê-la, que é o árbitro da partida. É inconcebível que o árbitro, a um metro do lance, marque um pênalti e depois seja chamado para revisar o lance", disse Belmonte.

Mas, essa não foi a única polêmica protagonizada pela tecnologia usada pela arbitragem. No segundo tempo, já no fim da partida, Gustavo Gómez acabou fazendo um gol contra, mas o VAR novamente chamou o árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que não tinha visto qualquer irregularidade no lance, para fazer a revisão. Resultado: mais uma vez o juiz acabou mudando sua decisão de campo e prejudicando o São Paulo.

"No segundo tempo, um gol contra. Nenhum jogador do Palmeiras sequer fazem menção ao impedimento. Se dirigem ao meio-campo para dar a saída, mas novamente surge o VAR com suas interpretações do futebol. O jogo não acontece em câmera lenta, o jogo acontece em uma velocidade única e ela deve ser respeitada pelo VAR. A cada lance que o VAR interfere é utilizada a câmera lenta. Aí, novamente, o árbitro, por falta de convicção, anula o gol do São Paulo. Vamos fazer uma representação à CBF. O VAR já foi utilizado sete vezes em jogos do São Paulo no Campeonato Brasileiro, seis vezes contra o São Paulo. Vamos representar, sim, porque não estamos nem um pouco contentes com a qualidade da arbitragem nos jogos do São Paulo", prosseguiu o diretor de futebol tricolor.

Apesar do empate sem gols no Morumbi, Belmonte também fez questão de elogiar a atuação do Tricolor no Choque-Rei, em que foi largamente superior ao rival, que lidera o Campeonato Brasileiro.

"Quero parabenizar a comissão técnica, nossos jogadores, porque fizeram uma grande partida, contra um grande adversário, líder do campeonato, muito bem dirigido pelo Abel Ferreira. Estamos absolutamente satisfeitos com o trabalho, mas é muito ruim quando o trabalho que é feito em campo acaba se perdendo pelo VAR. O VAR, hoje, decidiu um jogo do São Paulo. VAR 2 x 0 São Paulo", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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