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Santos nega irregularidade com Kaio Jorge e não teme punição

Independiente aponta que atacante devia ter cumprido suspensão na Sul-Americana, mas clube brasileiro diz que atleta tinha condição de jogo

16 jul 2021 15h13
| atualizado às 16h07
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O Santos demonstrou confiança e tranquilidade após receber a notícia de que o Independiente, da Argentina, pretendia entrar na Justiça contra o clube. Segundo informações do jornalista César Luis Merlo, os argentinos protestaram contra a possível escalação irregular do atacante Kaio Jorge, que marcou o gol da vitória por 1 a 0 nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Kaio Jorge comemora após marcar o gol que garantiu a vitória do Santos sobre o Independiente
Kaio Jorge comemora após marcar o gol que garantiu a vitória do Santos sobre o Independiente
Foto: Carla Carniel/Reuters

Anteriormente à eliminação da equipe brasileira na fase de grupos da Libertadores, o jogador recebeu três cartões amarelos, resultando em uma partida de suspensão. Apesar disso, a diretoria santista não acredita na possibilidade de o clube ser punido. O Artigo 75.3 do Código de Disciplina da Conmebol prevê que "a suspensão imputada a um jogador, por acúmulo de cartões amarelos, em diferentes partidas em uma mesma competição, em nenhum caso será transferida para outra competição."

Para fazer a reclamação na Conmebol, os argentinos se baseiam em um artigo presente no "Processos Administrativos" do "Manual de Clubes". Porém, o trecho diz respeito a punições, e não a cartões amarelos acumulados: "Os jogadores que através da edição atual da Libertadores se classificarem para a Sul-Americana do mesmo ano, que se encontrem com sanções pendentes de cumprimento, como consequência de expulsões ou qualquer tipo de sanção recebida de órgãos judiciais, deverão cumprir obrigatoriamente essas punições no mesmo ano da Sul-Americana".

Em nota oficial, o Santos garantiu que Kaio Jorge tinha permissão para jogar contra o Independiente. Inclusive, formalizou consultas oficiais à Conmebol em relação à sua escalação e a do volante Camacho. O clube afirmou que "a resposta da entidade, como o Santos já esperava, foi positiva em relação à escalação dos atletas". O artigo 3.7.4.1 do Manual de Clubes da Sul-Americana foi a base usada pela equipe para contar com o ex-Corinthians na partida. "O Santos FC reitera que tanto o Departamento de Futebol, quanto o Departamento Jurídico, tiveram todo o cuidado prévio em cada situação, a fim de evitar prejuízos ao Clube".

No passado, os santistas já sofreram com o regulamento da Conmebol. A entidade puniu o Santos pela escalação irregular do meia Carlos Sánchez em agosto de 2018. Três anos antes, quando ainda era jogador do River Plate, o uruguaio agrediu um gandula na Sul-Americana. Desde então, o atleta não havia disputado outra competição da Conmebol até a partida contra o mesmo Independiente. Por esse motivo, deveria ter cumprido suspensão. Naquele momento, o Santos utilizou o sistema de checagem COMET para ver se o atleta poderia jogar ou não, que deu "sinal verde" ao clube paulista. Vale destacar que a denúncia partiu da entidade, e não da equipe argentina.

Na partida de ida, a disputa terminou sem gols. Com a punição, o resultado acabou sendo uma derrota por 3 a 0 da equipe brasileira. Na volta, com a presença de Sánchez, liberado pela confederação, o juiz encerrou o jogo aos 36 minutos do segundo tempo por falta de segurança, já que houve uma tentativa de invasão de torcedores em campo. Rojões foram lançados no gramado e cadeiras depredadas, causando a paralisação da partida. A Polícia Militar precisou intervir para conter a violência.

Eliminado pelo placar aplicado por motivo de uma sanção, o Santos também foi excluído da Libertadores daquele ano pela Conmebol, que puniu o clube após a confusão. Em 2019, a equipe fez os dois primeiros jogos da Sul-Americana sem público e já havia recebido uma multa de US$ 100 mil (cerca de R$ 511 mil na cotação atual). Os brasileiros então levaram o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) e à Fifa, que encerrou o caso em abril de 2020, culpando a Conmebol pelo erro santista.

 

Estadão
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