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INSS concede auxílio a cozinheira por jornadas de até 16h na mansão de Neymar

Benefício foi liberado após afastamento da funcionária por atestados médicos; ação cita jornadas extensas e pedido de R$ 262 mil

14 abr 2026 - 09h39
(atualizado às 09h42)
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Planilha da jornada de trabalho apresentada pela cozinheira –
Planilha da jornada de trabalho apresentada pela cozinheira –
Foto: Reprodução / Jogada10

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu auxílio-doença à cozinheira que atuou na mansão de Neymar Jr., em Mangaratiba (RJ), após o afastamento da profissional por questões de saúde comprovadas por atestados médicos. A liberação do benefício se baseou na análise documental apresentada ao órgão.

Documentos indicam que o INSS concedeu auxílio por cerca de 14 dias com base na análise dos laudos apresentados pela autora. Ainda de acordo com a coluna Metrópoles, a funcionária deixou as atividades em novembro do ano passado, depois de apresentar uma série de atestados médicos.

"O início do benefício foi fixado em 11/12/2025 e a cessação será em 25/12/2025. Caso não se sinta apto para o trabalho ou atividade habitual, a partir de 14/01/2026, poderá pedir novo benefício pelo Meu INSS ou pela Central 135. O tempo total em benefício(s) por análise documental não poderá ultrapassar 90 dias".

Vínculo com Neymar

Contratada por uma empresa terceirizada, a cozinheira trabalhou entre julho e novembro na mansão do camisa 10 do Santos. A profissional, porém, inclui o atleta no processo por ser o tomador dos serviços — o que pode gerar responsabilização na Justiça do Trabalho.

A defesa sustenta que, mesmo após o afastamento, houve rescisão indireta do contrato em 28 de fevereiro deste ano, o que encerrou o vínculo.

Os relatos apresentados indicam uma operação de grande escala entre a residência principal, a Casa Hotel Portobello, e uma copropriedade vizinha, o Condomínio Portobello. Segundo a cozinheira, ela chegou a preparar refeições para até 150 pessoas por dia.

Jornada além do contrato

O vínculo entre as partes previa expediente das 07h às 17h, de segunda a quinta-feira, e até 16h às sextas-feiras. Contudo, seguindo o processo, essa rotina não se mantinha na prática, e a cozinheira chegava a trabalhar, constantemente, cerca de 16 horas por dia.

Em alguns períodos, seu turno avançava até às 23h ou até meia-noite, com preparo contínuo de refeições ao longo do dia. Os banquetes não se limitavam ao atleta ou familiares, mas também envolviam convidados quase diariamente.

Planilha da jornada de trabalho apresentada pela cozinheira –
Planilha da jornada de trabalho apresentada pela cozinheira –
Foto: Reprodução / Jogada10

Além disso, a atribuição dos intervalos também figura entre os pontos centrais da ação. Isso porque representantes alegam que a profissional registrava pausas durante os turnos, mas permanecia em atividade.

"A reclamante não usufruiu regularmente do intervalo intrajornada. Durante todo o pacto laboral, a reclamante era obrigada pela reclamada a registrar o ponto relativo ao intervalo intrajornada. Embora permanecesse em efetivo labor nesse período", diz um trecho do documento.

Impactos físicos e pedido de indenização

A cozinheira atribui o desgaste físico às atividades que desempenhava, especialmente ao transporte de carnes e utensílios pesados. Segundo o relato, esse esforço resultou em problemas na coluna e inflamação no quadril. Ela afirma ter realizado consultas e exames médicos, que sustenta o pedido para pagamento de pensão.

O valor total da ação chega a R$ 262 mil, incluindo verbas rescisórias, FGTS, multa, horas extras, indenização por dano moral e despesas médicas.

O acordo entre as partes registrava salários de R$ 4 mil, e a trabalhadora afirma que recebia, em média, R$ 7,5 mil mensais com horas extras e adicionais. O processo também aponta que, embora contratada para atuar durante a semana, ela exercia funções aos fins de semana — especialmente aos domingos.

Mansão em Mangaratiba –
Mansão em Mangaratiba –
Foto: Reprodução / Jogada10

Mansão e versão de Neymar

A residência onde a cozinheira atuava integra uma das mansões do jogador em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, avaliada em R$ 28 milhões. Com espaço de cerca de 5 mil metros quadrados, a residência conta com seis suítes, piscina, área de lazer e um anexo com 10 suítes.

Neymar ainda possui outra casa na região, localizada no condomínio Aero Rural, que esteve no alvo de uma interdição ambiental. Ele chegou a receber multa de R$ 16 milhões, posteriormente suspensa, mas acabou absolvido no caso recentemente.

A assessoria do camisa 10 não se manifestou à imprensa sobre o caso, que tramita na 1ª Vara do Trabalho de Itaguaí (RJ).

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Jogada10
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