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Salto triplo garantiu medalhas históricas para o Brasil

Trio de medalhistas é formado por Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João do Pulo

24 fev 2019 - 04h40
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O trio de medalhistas olímpicos do Brasil é formado por Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João do Pulo. Prudêncio conquistou a medalha de prata nos Jogos da Cidade do México, em 1968, e a de bronze nos Jogos de Munique em 1972. A disputa pelo ouro no México foi histórica. Ele, o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile chegaram a quebrar o recorde mundial nove vezes em apenas quatro horas.

Adhemar foi o primeiro bicampeão olímpico do País. Conquistou as medalhas de ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque 1952 e de Melbourne 1956. Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do Atletismo. É o único a representar o Brasil no salão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), criado como parte das celebrações pelo centenário da instituição.

João do Paulo teve a trajetória mais dramática. Tricampeão mundial (1977, 78 e 81), ele ganhou dois bronzes olímpicos. Em 1981, seu carro bateu em outro que vinha na contramão na Rodovia Anhanguera. Um ano depois, ele teve de amputar a perna direita. Tinha 27 anos. Foi deputado estadual e passou a lutar pelos direitos dos deficientes físicos. Aos 42 anos, tentou competir na Paralimpíada de Sydney. Mas, em abril de 1999, foi internado com broncopneumonia e morreu um dia depois de seu aniversário de 45 anos.

Embora reconheça que são épocas muito distintas, Almir Júnior afirma que ainda assiste vídeos antigos dos atletas e que pode aprender com eles. "A velocidade do João do Pulo era impressionante. Ele fazia 100m em 10s20", elogia o atleta da Sogipa.

Para José Haroldo Loureiro Gomes, o Arataca, técnico de Almir Junior, afirma que os dois - Almir e João do Pulo - possuem o terceiro salto dominante. "Tecnicamente são saltos biomecanicamente diferentes na sua execução, principalmente com conceitos diferentes de forma de atacar o solo. Mas os dois são JUMP (terceiro salto) dominante. Ou seja o ultimo sato é bem maior", explica.

Estadão
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