Fifa avalia fim da suspensão à Rússia, diz Infantino
Presidente da entidade afirma que punição não trouxe resultados, defende jovens russos em competições internacionais e rejeita boicote à Copa
Gianni Infantino afirmou que a Fifa precisa discutir a possibilidade de encerrar a punição imposta a clubes e seleções da Rússia nas competições internacionais. Em entrevista à Sky News, o presidente da entidade disse que avalia o fim da suspensão aplicada em 28 de fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia.
De acordo com Infantino, a exclusão não trouxe resultados positivos.
"Essa suspensão não resolveu nada. Pelo contrário, só gerou mais ódio e frustração", declarou.
O dirigente também destacou a importância de permitir que jovens russos voltem a jogar fora do país.
"Meninas e meninos da Rússia precisam ter a chance de praticar futebol em outras partes da Europa", afirmou.
Além disso, ele ainda descartou a adoção de medida semelhante contra Israel. De acordo com o presidente da Fifa, o futebol não deve ser usado como punição por decisões políticas.
"Precisamos deixar claro em nossos estatutos que nenhum país deve ser impedido de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos", disse.
Na visão de Infantino, o esporte pode ajudar a aproximar pessoas. "Em um mundo tão dividido, o futebol é uma das poucas paixões capazes de unir as pessoas."
Por fim, Infantino também minimizou os pedidos de boicote à Copa do Mundo de 2026, afirmando que esse tipo de apelo não deve ter impacto real sobre o torneio.
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