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Potencial ampliação da Copa do Mundo será discutida após a edição de 2026, diz Infantino

12 jul 2026 - 15h27
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Qualquer nova expansão da Copa do Mundo, ‌aumentando o número de seleções participantes para 64, será discutida após a edição deste ano, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sem fornecer detalhes.

A Copa de 2026, realizada no Canadá, no México e nos Estados Unidos, contou com 48 seleções pela primeira vez — uma decisão que foi duramente criticada, mas que não gerou muito debate desde o início do torneio, em 11 de ⁠junho.

"Essas são todas questões que examinaremos após a Copa do Mundo", disse Infantino, que defendeu com sucesso ‌a ampliação da ampliação de 32 para 48 seleções, à emissora de televisão suíça Blue Sport.

Ele não deu mais detalhes, limitando-se a dizer: "Acho importante que, quando se quer organizar uma Copa ‌do Mundo, isso seja feito para o mundo inteiro — não ‌apenas para a Europa e a América do Sul, mas efetivamente para o mundo ⁠inteiro.

"Todas as nações devem ter o direito de sonhar em participar da Copa do Mundo. Dá para ver que a qualidade das seleções é extremamente alta e está ficando cada vez melhor, em todo o mundo.

"Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles perderão o incentivo para continuar melhorando."

Infantino elogiou o torneio de 48 seleções como um sucesso, ‌dizendo: "Todas as seleções jogaram em alto nível. Seleções de todos os continentes marcaram gols e conquistaram pelo ‌menos um ponto.

"Nove em cada ⁠dez seleções africanas chegaram às ⁠oitavas de final. Na última Copa do Mundo, havia apenas cinco seleções da África. Isso só mostra o ⁠quanto é importante incluir todas as seleções, para dar ‌a elas essa oportunidade de ‌participar", acrescentou.

O número de participantes da Copa do Mundo foi aumentado para 32 seleções em 1998. A próxima edição, em 2030, será co-sediada por Marrocos, Portugal e Espanha, e o torneio de 2034 será na Arábia Saudita.

INTERVALOS PARA HIDRATAÇÃO

Infantino, que raramente concede entrevistas à mídia ⁠e tem limitado o número de coletivas oficiais, admitiu que a introdução de intervalos para hidratação em cada tempo, que muitos viram como uma tentativa cínica de ajudar os parceiros de televisão a obter mais receita publicitária, se mostrou polêmica.

"Esse é um tema que gera muito debate. Afinal, não queremos que tudo seja perfeito; gostamos de ‌dar a todos algo com que discordar... não, brincadeira à parte. No ano passado, durante a Copa do Mundo de Clubes nos EUA, houve intervalos para refresco sempre que fazia muito calor.

"Essas ⁠breves pausas ocorreram em cerca de 60% das partidas, mas não nos outros 40%, pois a temperatura não estava tão alta. Houve muitas reclamações, pois a sensação era de que todas as equipes deveriam enfrentar as mesmas condições", disse.

Ele também defendeu os altos preços dos ingressos na Copa do Mundo, dizendo: "Os estádios estão lotados; a ocupação está em 99,7% e provavelmente chegará a 99,9% até o final.

"Os especialistas determinaram os preços dos ingressos antes do torneio. Nossos especialistas trabalharam nisso e nos disseram: 'Esses são os preços que vocês podem praticar'. Vemos a prova agora: preços que algumas pessoas alegavam serem altos demais estão sendo revendidos no mercado secundário — o que é perfeitamente legal aqui — por quatro ou cinco vezes o custo original."

Infantino disse esperar que a Fifa gere um total de 13 a 14 bilhões de francos suíços (US$16,08 bilhões a US$17,32 bilhões) com a Copa do Mundo de 39 dias. "Isso é bastante satisfatório", afirmou.

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