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Paraná - 25 anos: a torcida é o futuro e a esperança

Com mudança no estatuto, torcedores do futebol também terão direito a voto

19 dez 2014 19h39
| atualizado às 19h45
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Na véspera do dia do aniversário do clube, uma turbulência política fez com que o vice-presidente de futebol, Celso Bittencourt, renunciasse ao cargo – após quatro anos dentro do Paraná. O presidente paranista, Rubens Bohlen, também está sendo bastante contestado pelos torcedores e conselheiros por gastar mais que o orçamento e pelo o time ter lutado para não cair para a Série C neste ano. Para finalizar o especial de 25 anos do Paraná Clube, o Terra mostra que o maior patrimônio é o único que pode mudar o rumo.

Mas o que esperar em 2015?

<p>Fúria Independente, única organizada do Paraná, deu um cheque de R$ 200 mil ao clube em 2013</p>
Fúria Independente, única organizada do Paraná, deu um cheque de R$ 200 mil ao clube em 2013
Foto: Guilherme Moreira / PGTM Comunicação - Especial para o Terra

Bohlen prometeu a volta por cima à torcida no ano que está por vir. De acordo com o mandatário paranista, 2014 foi o mais difícil até aqui – pelo menos na era dele, que já dura três temporadas. Entretanto, deixou claro: até março vai haver resquícios das dificuldades financeiras, que assombram a Vila Capanema, Kennedy e Ninho da Gralha há anos. "Assim vamos com o que temos para a disputa do Campeonato Paranaense", afirmou nesta sexta-feira, quando o clube completa 25 anos.

A frase em si não quer dizer que o clube não vai buscar reforços, apenas que vai ser bem cauteloso na questão. "Não vamos cometer o mesmo erro de 2014", disse, reconhecendo que as 18 contratações feitas em dezembro de 2013 e janeiro deste ano foram equívocos da gestão. Assim sendo, a aposta vai recair sobre as categorias de base, que já foi o grande trunfo do sucesso nos anos 90. "Tem bastante meninos que estão sendo analisados e que vão subir. Além disso, a nossa base do time é forte", apostou o presidente.

Para isso, Rubens Bohlen considera imprescindível uma peça em si: o meio-campista Lúcio Flávio. “O contrato dele está vencendo. Quando voltar de férias, vamos conversar e fazer de tudo para segurá-lo”, afirmou. O atleta retorna à Curitiba na próxima semana, após passar viajar com a família.

Mesmo reconhecendo que a próxima temporada vai ser bem difícil, o mandatário paranista promete que a torcida vai voltar a sentir orgulho do clube vencedor que foi um dia. “Vamos dar a volta por cima. Podem confiar. O Paraná vai retomar os dias de glórias em 2015”, finalizou Bohlen.

<p>Com 58 mil metros quadrados, a Vila Capanema pode representar uma mudança na história do Paraná</p>
Com 58 mil metros quadrados, a Vila Capanema pode representar uma mudança na história do Paraná
Foto: Paraná Clube / Divulgação

O ex-atleta Serginho Prestes, que viveu a época de ouro tricolor, também dá a fórmula. “Se reenquadrar dentro da realidade do clube. Um pacto com torcida e imprensa que será necessário um passo atrás, de se montar uma equipe com ênfase na base do clube e em jogadores menos conhecidos, que formem uma folha salarial dentro dessa nova realidade. E contar com pessoas capazes na área, e não em vaidade de dirigentes”, completa.

Patrimônio defasado

Quando o Colorado se uniu ao Pinheiros, a estrutura do novo Paraná Clube era fantástica. Em 1997, quando foi pentacampeão, os jogadores estavam com três meses de salários atrasados. O cofre, que estava sempre cheio, esvaziou mesmo com a soberania estadual. Na época, a sede que era do Britânia, na Avenida das Torres, foi vendida a um grupo de supermercados por um valor baixo e que atualmente poderia estar sendo uma renda fixa de aluguel.

Em abril de 2013 foi a vez da sede do Tarumã, na Avenida Victor Ferreira do Amaral, próximo do Pinheirão, ser leiloada por R$ 30 milhões. O que parecia uma solução virou problema para o clube. A sub-sede da Kennedy, o Ninho da Gralha, a Vila Capanema e a Vila Olímpica também não possuem panoramas animadores diante dos inúmeros erros de gestão ao longo dos 25 anos de história.

Todas possuem imbróglios judiciais por conta de dívidas acumuladas entre os presidentes que passaram pelo Paraná. O Estádio Durival Britto e Silva, por outro lado, pode ser a solução de um novo tempo no Paraná. A diretoria paranista negocia, há dois anos, uma troca com a Prefeitura. O acordo passa pelo clube paranaense desistir da ação que se arrasta desde a década de 70 e ganhar, em troca, um novo estádio no Boqueirão, onde está a Vila Olímpica. As tratativas estão em fase final e uma novidade boa tende a ser fechada em 2015.

O futuro passa pela torcida

Torcida paranista pede a venda da sede social da Kennedy para clube se dedicar somente ao futebol
Torcida paranista pede a venda da sede social da Kennedy para clube se dedicar somente ao futebol
Foto: Paraná Clube / Divulgação

Os torcedores paranistas já mostraram sua força. Nos anos 90, lotavam os estádios de Curitiba e não apenas em jogos decisivos e grandes. Mesmo com a média baixada nos últimos anos, provou que é fiel ao clube.

No ano passado, no único ano em que o Paraná lutou para subir à Série A, retornou em bom número à Vila Capanema. Sabendo das dificuldades financeiras, três frentes patrocinaram a camisa na Série B: Fúria Independente, Paranautas e Doutor Tricolor. A organizada ainda deu um cheque simbólico de R$ 200 mil na sua festa de aniversário, em dezembro de 2013.

Uma mudança no estatuto, realizada neste ano, fará com que os torcedores que vão ao estádio tenham direito a voto nas eleições do ano que vem – diferente do modo antigo, em que apenas associados do social tinham esse poder. A mobilização para poder votar é grande, tendo que regularizar sua situação até o dia 31 deste mês. Jovens já ocupam boa parte do Conselho e prometem ficar ainda mais em cima da diretoria atual e da futura. No fim, dirigentes passam, e a torcida é o maior patrimônio do Paraná.

"Temos certeza de que a mudança depende de nós. Se nada deu certo, vamos mudar os planos. Agora somente na política do voto é que poderemos exigir mudanças de verdade. Um presente que você dará com muito amor ao Paraná. Reativando seu sócio até dia 31 de dezembro, você terá direito ao voto em 2015. O seu voto é o maior presente que você pode dar ao seu time", diz a Fúria Independente, em nota.

Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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