Era um garoto que amava os Beatles, os Stones e o time de 70
Uma homenagem aos 50 anos do maior espetáculo da Terra
No dia 21 de junho de 1970, ele não tinha completado três anos. Não há registro na memória sobre o Tri, sobre Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Capita, Gerson. Também não há registro sobre o fim dos Beatles, oficializado dois meses antes da final da Copa do Mundo.
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Mas aquele garoto cresceu. Chorou com a derrota da Seleção de 82, se apaixonou pelo Queen e se empolgou com a luta pelas Diretas Já! No meio do caminho, já havia descoberto os Beatles, graças a um vizinho espanhol, que era beatlemaníaco. E graças a outro vizinho, marido da primeira professora que teve, descobriu Tostão.
Sim, o Tostão que hoje nos encanta com suas crônicas na Folha, era o grande ídolo do vizinho. Depois de ver e rever tantas vezes os jogos da Copa de 70, não há mesmo como não se encantar por Tostão e por toda aquele geração de ouro.
Eram anos de chumbo, que o garoto também só descobriria depois, mas havia os Beatles, os Rolling Stones e a Seleção de 70.
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