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Rossi deixa patrocínio saudita de lado e acerta com nova marca para estampar VR46

Nesta quinta-feira (30), a VR46 anunciou que deixou para trás o patrocínio da Aramco, petrolífera saudita, para dar espaço a Mooney, empresa italiana. Com o acordo, o nome das equipes na MotoGP e Moto2 será Mooney VR46 Racing Team

30 dez 2021 12h42
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Valentino Rossi deixou de lado o patrocínio saudita para a VR46
Valentino Rossi deixou de lado o patrocínio saudita para a VR46
Foto: SRT / Grande Prêmio

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Nesta quinta-feira (30), a VR46, time de Valentino Rossi na Moto2 e na MotoGP, anunciou que deixará de ter como seu principal patrocinador a Aramco, petrolífera da Arábia Saudita, para dar espaço a Mooney, primeira empresa italiana a fornecer serviços financeiros de maneiras econômicas e convenientes em relação às oferecidas pelos bancos comuns.

Por conta do acordo com a empresa italiana, o nome oficial da equipe será Mooney VR46 Racing Team. Por meio de um comunicado à imprensa, o time de Rossi também revela que mais informações serão divulgadas a partir de janeiro de 2022.

Em abril deste ano, a equipe do agora ex-piloto de motovelocidade havia firmado acordo polêmico com a Arábia Saudita. À época, coube a Tanal Entertainment Sport & Media, uma holding do príncipe Abdulaziz bin Abdullah Al Saud, confirmar o salto da VR46 em definitivo. Em contato com o GRANDE PRÊMIO, a equipe, que estava na classe rainha abrigada pela Avintia, confirmou que se tratava de uma extensão do acordo vigente, que estampou a marca 'KSA New Cities' nas motos de Luca Marini, na MotoGP, e de Marco Bezzecchi e Celestino Vietti, na Moto2.

Valentino Rossi se despediu da MotoGP em 2021 (Foto: SRT)

A Arábia Saudita tem feito uma ofensiva aos esportes ocidentais em uma tentativa de melhorar a imagem do país no mundo. O plano Visão 2030, apresentado em 2016 pelo príncipe Mohammed Bin Salman, tem como meta reduzir a dependência do país do petróleo, diversificar a economia e desenvolver setores como saúde, educação, infraestrutura, recreação e turismo.

A Arábia Saudita, porém, é uma ditadura e um dos países mais fechados do mundo. São constantes as denúncias de violações aos direitos humanos e das mulheres. Em fevereiro deste ano, a Casa Branca divulgou um relatório da inteligência dos Estados Unidos sobre a morte do jornalista Jamal Khashoggi. O texto conclui que foi o príncipe Mohammed bin Salman quem autorizou o assassinato do colunista do The Washington Post, que foi esquartejado dentro do consulado da Arábia Saudita, em Istambul, na Turquia.

A Aramco, a qual faria o acordo com a equipe de Rossi, não é nenhuma desconhecida no mundo do esporte a motor também. No ano passado, a Fórmula 1 anunciou uma parceria global com a petrolífera, indo na contramão do plano de eliminar a emissão de carbono até 2030, já que trata-se de uma empresa rotulada como uma das maiores poluidoras do mundo.

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