MotoGP avalia uso de apenas uma moto e redução do tempo de pista nos treinos
São discutidas mudanças que podem impactar diretamente a rotina dos pilotos nos finais de semana
A MotoGP discute uma série de mudanças para reduzir os custos das equipes a partir da temporada de 2027. Entre as propostas que ganharam força nos bastidores da categoria está a utilização de apenas uma moto por piloto durante os treinos livres e a redução do tempo dessas sessões.
As medidas vêm sendo debatidas pela Associação dos Fabricantes de Motociclismo (MSMA) e, de acordo com informações divulgadas pelo Motorposrt.com, ainda dependem da aprovação da Comissão de Grande Prêmio, (MotoGP SEG, IRTA, MSMA e FIM).
De acordo com o site, a proposta não prevê a eliminação definitiva da segunda moto durante todo o fim de semana. A ideia é que cada piloto tenha apenas um protótipo disponível nos treinos realizados na sexta-feira e no sábado, enquanto as duas motos permaneceriam à disposição somente para a corrida sprint e para a corrida de domingo.
A possível redução do número de motos faz parte de um pacote mais amplo de medidas voltadas à corte de gastos. Outra proposta em análise prevê a diminuição do tempo de pista nos treinos livres, com o objetivo de reduzir o desgaste dos componentes e os custos operacionais das equipes.
Também está em discussão a adoção de limitações nos horários de trabalho dos integrantes das equipes nos boxes. Conforme relatado pelo Motorsport.com, a intenção seria seguir um modelo semelhante ao da Fórmula 1, com apenas técnicos e mecânicos designados sendo autorizados a trabalhar nos protótipos.
As possíveis mudanças já geram debate entre os pilotos do grid. Pedro Acosta foi um dos que se posicionaram contra a ideia de reduzir o número de motos disponíveis, enquanto Luca Marini ressaltou que o atual formato permite histórias imprevisíveis ao longo dos finais de semana, incluindo casos de pilotos que enfrentam dificuldades nos treinos mas conquistam a pole position. Confira aqui a matéria com as declarações!
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