Exclusivo: Veda Pratama relembra pódio histórico e projeta sequência da temporada
Após se tornar o primeiro indonésio a subir ao pódio da Moto3, o piloto detalha ao Parabólica os aprendizados em sua estreia
Veda Pratama, piloto da Honda Team Asia Moto3, concedeu uma entrevista exclusiva ao Parabólica onde falou sobre sua temporada de estreia. Rookie na categoria, Pratama já entrou para a história da Moto3 ao conquistar um pódio no GP do Brasil, se tornando o primeiro piloto indonésio a alcançar o feito.
Mesmo diante de uma pressão por representar o seu país na categoria e ter alcançado um grande resultado, o piloto assimila o impacto do feito ao mesmo tempo em que busca manter os pés no chão diante das expectativas crescentes.
“Claro que estou feliz e orgulhoso de mim mesmo, porque fiz história sendo o primeiro indonésio a conquistar um pódio no Mundial, especialmente na minha segunda corrida e no meu primeiro ano na Moto3. Estou muito feliz.”
“Antes do Brasil, meu objetivo neste primeiro ano era somar o máximo de pontos possíveis, mas depois da Tailândia eu percebi que podia lutar pelo top 5. No Brasil, sinceramente, não esperava o pódio.”
O resultado histórico trouxe enorme repercussão em seu país natal, especialmente nas redes sociais. Ainda assim, Veda afirma que lida bem com a atenção e não sente o peso da pressão externa.
“Não me sinto pressionado. As pessoas na Indonésia são loucas nas redes sociais, mas isso não me afeta. Na verdade, isso me motiva ainda mais e me faz querer conquistar mais pódios.”
O piloto reconhece que o principal obstáculo em seu primeiro ano no Mundial tem sido a consistência ao longo dos circuitos e condições enfrentadas, diferente do que encontrava na JuniorGP.
“Na Moto3 temos muitos circuitos diferentes e cada um tem suas dificuldades, como clima e condições de pista. Às vezes também temos problemas com a moto.Em corridas como Mugello, Le Mans e Montmeló tivemos alguns problemas. Isso torna difícil ser consistente.”
Apesar disso, o objetivo é claro para a sequência da temporada:
“Quero trabalhar para ser consistente em todas as corridas.”
A Moto3 é uma categoria muito competitiva, onde a cada corrida as posições mudam bruscamente. Ao analisar o grid, Veda apontou a disputa intensa da categoria e destacou nomes que considera mais difíceis de ultrapassar durante as corridas:
“Os pilotos rápidos são sempre difíceis, mas também há aqueles com muita experiência de corrida.”
“Quiles vem muito forte este ano. Ele tem ritmo, confiança e sabe muito bem como administrar a corrida e a última volta. Carpe também é muito forte, e Munoz é difícil nas disputas.”
Veda também destacou o quanto as disputas em pista têm sido fundamentais para sua evolução, especialmente na leitura de corrida e gestão de pneus. O piloto também reconhece que a transição para a categoria requere um nível de gestão diferente:
“Aprendi muito na Tailândia. Às vezes, quando você segue outros pilotos sem atacar, aprende muito sobre como eles pilotam e como controlam a corrida.No Mundial as corridas são mais longas do que na JuniorGP, então aprendi muito sobre controle de pneus. Agora me sinto melhor. Mesmo largando de trás, consigo encontrar ritmo, entender quando os pneus caem e como administrar isso ao longo da corrida.”
Ao analisar sua temporada, o piloto reforça a adaptação a cada etapa. Ao olhar para a tabela do campeonato, é possível ver o reflexo desta constante acomodação.
“Estou me sentindo melhor e aprendendo com outros pilotos a cada corrida.”
Atualmente, Veda ocupa a sexta posição do campeonato. O piloto indonésio soma 71 pontos, estando com uma diferença de 99 para o líder, Máximo Quiles.
Neste sábado (20), Pratama retorna às pistas para a realização do Treino Livre 2 e da Qualificação, onde participará diretamente do Q2 após ter se classificado na 14ª posição. Confira aqui os horários completos do GP da Tchéquia.
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