MotoGP: "É realmente uma péssima ideia" declara Acosta sobre proposta de apenas uma moto por GP
Pilotos da categoria comentaram suas opiniões sobre a possível mudança de terem disponível apenas uma moto por final de semana. Confira:
A MotoGP analisa a proposta das fabricantes de cada piloto ter apenas uma moto por GP. Essa é uma medida que visa diminuir os custos. Com apenas uma moto disponível, os pilotos poderiam ter não apenas algumas sessões comprometidas mas sim, em casos de acidentes mais fortes, todo o final de semana.
Durante o media day do GP da Itália, alguns pilotos comentaram sobre o assunto:
“Consigo me imaginar tendo apenas uma moto por fim de semana? Não, é realmente uma péssima ideia. Entendo que o campeonato e os construtores queiram reduzir os custos, mas isso significa que, se você cair no Warm-Up, não poderá correr. Se cair na classificação, não consegue se classificar, enquanto que, se cair no FP1 porque não está usando a melhor solução de pneus e destruir a moto, não participa da pré-classificação”, declarou Pedro Acosta.
“Entendo que a MotoGP seja cara, mas não é possível que três mecânicos reconstruam uma moto do zero em três horas. Eu entenderia se fosse possível usar apenas uma moto por sessão, mas é preciso ter uma moto reserva completa disponível justamente para essas eventualidades, porque, caso contrário, seu fim de semana termina já no primeiro dia.”
Luca Marini, piloto da Honda, também comentou a situação.
“É pior para o espetáculo, porque uma das melhores coisas é ver um piloto cair na classificação, correr e subir na outra moto e conquistar a pole position com a outra moto. Acho que é algo realmente bom de se ver. Dá muita adrenalina".
Marini foi questionado se continuar com duas motos faria com que as equipes então cortassem os gastos através dos funcionários, mas respondeu que não concorda que tenha que ser desta maneira:
"Se você tem menos tempo, precisa trabalhar mais rápido e talvez precise do mesmo número de mecânicos.
Para uma fabricante, não acho que um mecânico faça diferença no orçamento. Apenas mudar de motores de 1000cc para 850cc é uma ideia muito mais cara, mas isso já foi feito"
Jorge Martín, que no GP da Catalunha sofreu cinco quedas em três dias, comentou sobre a probabilidade, adotando uma postura mais neutra, confiando na organização:
“Ouvi falar sobre isso, mas não sei. Rumores são rumores, então não sabemos se será verdade ou não. Eu gostaria de ter duas motos, sinceramente. Mas, como sempre digo, não podemos controlar o que eles vão decidir. Então, se tivermos uma moto, vamos tentar aproveitar com uma moto".
Joan Mir comentou sobre o assunto de uma maneira mais otimista
“Mas se todos tiverem uma, tudo bem. Na Moto2 e na Moto3, eu tinha uma moto e não era problema. Para mim, não é algo com que me preocupe tanto".
Fabio Quartararo, por outro lado, expressou sua opinião sobre o assunto, demonstrando preocupação em casos de flag-to-flag e ressaltando também, assim como Marini, a questão do espetáculo para o público.
“Acho que é ruim. Quero dizer, como se faz uma corrida flag-to-flag? Acho que também é bom para o espetáculo que, quando você cai na classificação, possa correr para o box e pegar a outra moto. Acho que é bom ter duas motos".
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