MotoGP: Fermín Aldeguer comenta mudança para equipe de Valentino Rossi: "No começo intimida um pouco"
Com acerto encaminhado para defender a VR46 em 2027, espanhol fala sobre a expectativa de trabalhar com o multicampeão italiano
Em sua segunda temporada na MotoGP, o espanhol Fermín Aldeguer já pensa no próximo passo da carreira. Embora o anúncio oficial ainda não tenha sido feito, sua transferência para a VR46 Racing Team, equipe comandada por Valentino Rossi, é tratada como certa nos bastidores da categoria para a temporada de 2027. Em entrevista à rádio Onda Regional de Murcia, o piloto falou sobre a expectativa de trabalhar ao lado da lenda italiana, atualizou seu processo de recuperação e comentou seus planos para o futuro na Ducati.
A temporada de 2026 tem sido marcada por dificuldades para Aldeguer. Uma lesão sofrida durante a pré-temporada o obrigou a perder a etapa de abertura do campeonato e, posteriormente, um acidente no GP da Holanda, em Assen, o tirou das duas últimas corridas antes da pausa de verão.
Recuperação avança
Segundo o piloto de La Ñora, a recuperação segue evoluindo, mas ainda exige cautela.
"A recuperação está indo muito bem. Os últimos exames mostraram evolução, mas ainda exige muito repouso. Estou bastante limitado, porém, quando voltar, quero estar 100%. Tempo e calma. Não quero correr riscos desnecessários em Silverstone e, se precisar esperar até Aragão, não há problema."
O espanhol afirmou que sua prioridade não é disputar posições no campeonato neste momento, mas recuperar a confiança e voltar ao melhor nível possível.
"Não há um objetivo específico pelo qual lutar, além de nós mesmos e de recuperar a confiança para continuar evoluindo. O desafio é terminar a temporada em plena forma para testar a moto do próximo ano."
Lições após as lesões
Para Aldeguer, os contratempos serviram de aprendizado.
"Aprendi que tudo pode mudar de um momento para outro. É preciso estar preparado para qualquer situação e manter a calma. Espero recuperar as sensações que vinha reencontrando e voltar a disputar pódios até o fim do ano."
Nova era da MotoGP
A MotoGP passará por uma grande mudança de regulamento em 2027, mas Aldeguer continuará competindo com uma Ducati. Para ele, permanecer na fabricante representa uma vantagem.
"Ajuda bastante continuar na mesma estrutura. A nova moto deve se adaptar bem ao meu estilo de pilotagem, mas isso também pode acontecer com outros pilotos."
O espanhol também evitou fazer previsões sobre quem dominará a nova fase da categoria, mas fez questão de destacar Marc Márquez.
"Nunca se pode descartar Marc Márquez. Mesmo vindo de muitos anos com outro estilo de moto, acredito que ele vai se adaptar. O novo regulamento abrirá oportunidades para muitos pilotos."
Expectativa para trabalhar com Valentino Rossi
Embora a oficialização ainda seja aguardada, a ida de Aldeguer para a VR46 é considerada apenas uma questão de tempo. O piloto afirmou que a adaptação ao novo ambiente será decisiva para seu desempenho.
"Preciso me adaptar à nova equipe, mas não tenho dúvidas de que serei muito bem recebido. A adaptação será fundamental porque, mesmo sendo uma Ducati, a moto será nova para todos. É preciso chegar, trabalhar com calma, entender a equipe e evoluir."
Sobre a oportunidade de trabalhar com Valentino Rossi, o espanhol admitiu que a experiência será especial.
"No começo intimida um pouco trabalhar com Valentino Rossi. Ele não estará presente em todas as corridas, mas me disseram que posso ligar para ele e contar com seu apoio sempre que precisar no aspecto esportivo. Existem poucas pessoas melhores do que ele para ajudar um piloto. Quero aproveitar ao máximo seus conselhos, porque eles vão me fazer crescer e enxergar aspectos mais profundos da pilotagem."
Sonho de chegar à Ducati oficial
Questionado sobre a possibilidade de defender futuramente a equipe oficial da Ducati, Aldeguer demonstrou tranquilidade e afirmou compreender a escolha de Pedro Acosta para uma das vagas.
"Ainda tenho muito tempo para chegar à equipe oficial da Ducati. Entendo que tenham escolhido Pedro Acosta, porque eles querem os melhores pilotos. Eles já tinham a mim e ao Marc Márquez, que continua muito forte, mas ninguém sabe quanto tempo ele ainda correrá. Com Acosta de um lado, Márquez e eu como opção para o futuro, sinto que a Ducati confia em mim, e isso me deixa muito mais tranquilo."
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