McGregor teria usado 'substâncias proibidas' para se recuperar de lesão, diz jornal
De volta ao UFC em julho para lutar com Max Holloway, Conor McGregor ficou ausente das lutas desde 2021 depois de ter fraturado a perna na trilogia contra Dustin Poirier.
De volta ao UFC em julho para lutar com Max Holloway, Conor McGregor ficou ausente das lutas desde 2021 depois de ter fraturado a perna na trilogia contra Dustin Poirier. Durante este período, suspeitas de que o irlandês teria usado algum tipo de substância considerada 'ilegal' para atletas surgiram e, nesta semana, mais detalhes sobre estes boatos foram publicados pelo jornal 'The New York Times'.
A publicação coloca que, durante o período de recuperação da fratura, o 'Notorious' teria usado de 'substâncias poderosas e proibidas' para poder cumprir a reabilitação do problema. As tais substâncias que teriam sido usadas pelo lutador não foram reveladas, mas houve movimentações para tentar fazer com que estas fossem usadas sem causar problemas com o antidoping do UFC na época.
Cirurgião responsável pela operação na perna de McGregor, Dr. Neal ElAttrache, disse ao jornal que 'não teria prescrito' qualquer tipo de substância com esteroides, mas alegou que chegou a escrever uma carta na qual pedia para que houvesse uma 'licença especial' para possível uso destas substâncias junto ao Ultimate e à Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), a então encarregada do programa de combate ao doping.
Segundo ElAttrache, o pedido foi feito depois de consultar especialistas, afirmando que tal processo faria o irlandês 'ter uma recuperação melhor dos ossos' e não correr o risco de ter alguma consequência negativa quanto à lesão. Uma prescrição em específico de tais substâncias, no entanto, foi negado pelo médico, que justificou tal pedido
- As pessoas agem como se essas substâncias 'banidas' fossem todas 'ilegais' e que elas só tem uso para a melhoria de performance, e não de forma terapêutica. Há muitas substâncias que estão na lista de 'proibidas' que são necessárias para diversos tipos de tratamentos. E é por isso que esse tipo de autorização é pedido - disse o cirurgião.
No entanto, tal licença foi recusada pela USADA. De acordo com o jornal, se acredita que a entidade via tal pedido como uma forma de 'explorar uma brecha' dentro do programa antidoping do Ultimate. Tanto que, durante este período, McGregor chegou a pedir para não ser mais testado, e diversas imagens mostraram o 'Notorious' com uma forma física com musculatura mais proeminente, o que lançou suspeitas de que, nesta época, o irlandês faria uso de esteroides.
Por conta das regras na época, que autorizavam lutadores a participarem de eventos do UFC se tivessem, no mínimo, seis meses dentro do programa antidoping, os questionamentos sobre tais regulamentos vieram do Ultimate, que passou a entrar em 'rota de colisão' com a agência até que o contrato entre as partes fosse encerrado e uma outra empresa assumisse o programa. Um dos motivos seria que McGregor deveria ter informado se, antes de outubro de 2023 (a data a qual se colocou novamente elegível para os testes antidoping), fez uso de substâncias proibidas pela agência, e houve a descoberta, de acordo com informações do 'NYT', de que o lutador teria feito uso deste tipo de substância.
Agente de McGregor, Audie Attar não quis falar diretamente sobre o assunto, mas negou que a atitude do irlandês de pedir para não ser mais testado não significou algum tipo de 'manobra' para driblar o antidoping do UFC. O empresário afirmou que tal atitude foi para 'ter foco total' na recuperação de sua lesão, até alegando que havia algum risco que o lutador 'não pudesse mais andar' ou ter 'limitações em sua mobilidade' que poderiam prejudicar uma potencial sequência de carreira.
Um dos principais executivos do UFC, Hunter Campbell, também falou ao jornal, afirmando que, durante o período em que o irlandês esteve afastado, a organização e o estafe do lutador 'tiveram ampla comunicação'. Além disso, todo o processo feito pelo time do astro 'teria cumprido todas as provisões das regras antidoping' da empresa.
Ex-integrante do comitê da Agência Mundial Antidoping (WADA), Dr. David Gerrard, também falou ao 'New York Times' sobre o caso. Gerrard comentou que o procedimento oficial deveria fazer uma revisão se o pedido supostamente feito por McGregor e sua equipe para ser liberado dos exames antidoping não o faria usar de substâncias proibidas. Algo que acredita que 'não seria o caso' para tal autorização.
- Não me lembro de nenhum caso ou até mesmo ver que substâncias de melhoria de performance possam ajudar a recuperar ossos quebrados. Não consigo pensar em uma substância deste tipo a qual tenha sido provado que possam recuperar ossos - declarou o médico.
Depois de muitas idas e vindas, Conor McGregor conseguiu novamente ser liberado para lutar, apesar de ter ganho uma suspensão de 18 meses em outubro de 2025 por 'não envio de amostras' para os testes antidoping. Tal suspensão fora cumprida e, agora, o irlandês terá sua chance de voltar após tal período fora das lutas.
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