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Demitido do Vasco, Valentim diz que oposição é problema

Treinador concedeu entrevista a programa de televisão e elogiou a gestão do presidente Alexandre Campello no time carioca

23 abr 2019
15h39
atualizado às 16h40
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Dois dias depois de ser demitido pelo Vasco, Alberto Valentim voltou a falar sobre sua passagem pelo clube cruz-maltino. O treinador elogiou a gestão do presidente Alexandre Campello, mas criticou o ambiente ruim criado pela oposição. Segundo Valentim, esse grupo de pessoas "se diz vascaína, mas não querem o bem do time".

"A diretoria passava que gostava do trabalho e os jogadores também, mas a pressão era forte. O Campello está tentando resgatar a dignidade do Vasco, que perdeu há alguns anos. O clube tem um problema que é a oposição, que trabalha contra. Tem vascaínos que torcem contra o clube. Isso é grave. A gestão hoje é profissional. Mas tem um buraco enorme. Mudamos muitas coisas do ano passado em organização. É uma diretoria séria. Mas a oposição, igual ao Vasco não tem. A oposição usa todas as armas. Se dizem vascaínos, mas não querem o bem do Vasco", disse Valentim ao programa "Seleção SporTV".

Valentim foi demitido pelo Vasco (Foto: Delmiro Junior PHOTO PREMIUM)
Valentim foi demitido pelo Vasco (Foto: Delmiro Junior PHOTO PREMIUM)
Foto: LANCE!

Valentim ainda comentou o que foi a principal justificativa da diretoria para a demissão: a pressão da torcida. Para ele, Campello e Alexandre Faria, diretor executivo de futebol, tinham uma boa avaliação do trabalho, mas achavam que o clima ruim poderia prejudicar os jogadores.

"Depois da derrota no primeiro jogo e contra o Santos, tive uma conversa com o Alexandre Faria sobre a pressão que a torcida estava fazendo. Em resultados positivos, uma grande parte da torcida vaiou. Não conversamos nada sobre ele cravar uma possível demissão, mas estou no futebol há alguns anos e imaginei. Fizemos tudo para conquistar o carioca, sabendo da desvantagem. Fomos campeões com 100% na Taça Guanabara, fomos para a final da Taça Rio e perdemos nos pênaltis e fomos perder um clássico nas finais com o Flamengo. Era difícil, mas não impossível. A pressão da torcida foi por conta da partida contra o Avaí, por uma substituição que não fiz do Lucas Santos", analisou.

Por fim, Alberto Valentim relembrou a situação de Thiago Galhardo, que conseguiu na Justiça uma rescisão de contrato com o Vasco. Assim como Faria, o treinador preferiu não entrar em detalhes.

"É uma coisa interna. A única coisa que preciso falar é que temos que tomar cuidado com nossas condutas. Sempre respeitei muito todos os jogadores. Minha primeira conversa é que o que eu falar é para me cobrar no comportamento. Fiz um papel de treinador, mas sempre sendo honesto. Coloquei para jogar quem estava melhor. Ele fez uma coisa que não aprovamos. Sempre contei com o jogador."

Veja outras respostas:

Últimos jogos

Fizemos um bom jogo contra o Bangu, estávamos empatando quando coloquei o Yan Sasse. Me vaiaram e ele fez o gol. No primeiro jogo da final fizemos nosso pior jogo. No vestiário passei que nossa chance se mantinha porque o Flamengo não aproveitou as chances que tinha. Fizemos um bom primeiro tempo contra o Santos e levamos dois gols no segundo. Não achei que o time jogou mal. No segundo jogo da final, vi o Abel falando que o Vasco foi melhor, mas achei igual.

Ano diferente

Terminamos 2018 com dificuldades, meus números foram muitos baixos por conta dos primeiros cinco jogos. É difícil chegar no meio do campeonato com pouco tempo para trabalhar. O Vasco contratou jogadores para fazermos um ano diferente. Queria brigar por títulos do Carioca e da Copa do Brasil. No Brasileiro é muito difícil.

Elenco

O jogador brasileiro tem que entender que o banco de reservas é muito importante. Quando você faz a substituição, tem que manter um nível bom ou elevar. Algumas vezes não conseguimos isso. O time não tem estrelas. Como o Castan falava, tinha que ser um time de guerreiros. Sempre cobrava que todos tinham que estar bem.

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