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Lembre 10 momentos em que bancos já patrocinaram clubes

Anunciado como patrocinador máster do Corinthians para 2019, Banco BMG tem novo desafio no futebol nacional. Saiba como foram ou estão outras instituições!

18 jan 2019
18h24
atualizado às 20h38
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O fato de o Banco BMG ser o novo patrocinador máster do Corinthians não soa como algo atípico no futebol. Além da empresa bancária já ter investido em outros clubes pelo país afora, o Timão e outros clubes têm em sua história lembranças de ser patrocinados por bancos.

Desde o patrocínio pontual do Banco Nacional para Vasco e Fluminense nas finais do Brasileiro de 1984, passando pelas lembranças dos bancos Credireal e Agrimisa pela camisa do Atlético-MG nos anos 80 e 90, a relação dos clubes com instituições são longas. O LANCE! traz o que algumas destas memórias deixaram ou continuam a deixar nos gramados do país.

EXCEL-ECONÔMICO - 1997/1998

Banco BMG pagará R$ 30 milhões adiantados ao Timão (Imagem: Divulgação/Corinthians)
Banco BMG pagará R$ 30 milhões adiantados ao Timão (Imagem: Divulgação/Corinthians)
Foto: Lance!

Banco formou bons times no Corinthians, Vitória, América-MG e Botafogo, mas faliu pouco depois (Reprodução)

Cerca de um ano após a criação do Excel-Econômico (no qual o Banco Excel incorpora o liquidado Econômico), o banco investe de maneira curiosa nos clubes. Como patrocinador de Corinthians, Vitória (que anteriormente tivera o patrocínio do Banco Econômico) e América-MG, o Excel-Econômico não se resume a aportes financeiros: o patrocínio contribui para contratar jogadores.

É assim que passam pelo Corinthians nomes como Túlio Maravilha, Fábio Augusto, Donizete e André Luiz em 1997. No ano seguinte, ainda desembarcam jogadores que são decisivos no elenco campeão brasileiro de 1998: Gamarra, Edílson e Vampeta. Além disto, o Timão recebe um aporte financeiro de R$ 12 milhões (em uma parcela de R$ 5 milhões e outra de R$ 7 milhões). Também são criados incentivos em agências bancárias, como cartões de crédito e talões de cheque com temas do Corinthians.

No Vitória (time de coração de Antônio Carlos Magalhães, senador que à época deu apoio para a incorporação do Banco Excel ao Econômico no Banco Central), o Excel-Econômico também alia aporte financeiro de R$ 1,6 milhão a contratações de estrelas. O clube confirma o retorno de Bebeto ao Barradão, contrata Túlio Maravilha (então insatisfeito no Corinthians) e traz um jogador estrangeiro que dá o que falar: Petkovic, sérvio que se destaca por seus passes e pelas cobranças de falta. O time é campeão baiano e da Copa do Nordeste.

Mesmo na Série B, o América-MG é outro time a receber um investimento acima de seus padrões logo em seu primeiro ano de patrocínio. No Coelho, chegam jogadores rodados como Pintado, Tupãzinho e Marco Antônio Boiadeiro e, após percalços na Copa do Brasil e no Estadual, a equipe consegue um grande feito: além do acesso, vem o primeiro título na competição.

Já para o ano de 1998, o Excel-Econômico promove uma situação bem curiosa: jogadores migram de um clube que é seu "cliente" para o outro. Com a confirmação do Botafogo como seu novo patrocinado, Bebeto desembarcou em General Severiano e, ao lado de outros contratados pela empresa, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo.

Mesmo trazendo alguns bons momentos, a empreitada não foi duradoura: o Excel-Econômico faliu ainda em meados de 1998 e acabou vendido para o Banco Bilbao-Vizcaya.

BANK OF AMERICA - 1998/2001

Investidor americano garante títulos e contratações, mas rende dívida ao Vasco (Reprodução)

Ao completar 100 anos de sua fundação, o Vasco ganha uma parceria de peso: o Bank Of America. O banco americano (que não estampa sua marca) aplica R$ 70 milhões para explorar, durante dez anos, a imagem do Cruz-Maltino.

A parceria rende cinco títulos e a chegada de grandes nomes para o clube da Colina. A equipe ganha de cara sua inédita Libertadores e um Carioca com a chegada da dupla Donizete e Luizão em 1998.

No ano seguinte, chegam Zé Maria, Guilherme, Viola e Gilberto e um Torneio Rio-São Paulo. Além disto, Edmundo é repatriado.

Já para 2000, Romário volta para a disputa do Mundial de Clubes, além de chegarem nomes como júnior Baiano, Jorginho, Euller e Juninho Paulista. Mas a "conta" das contratações vem em fevereiro de 2001: o Vasco rompe com o Bank Of America, atolado em dívidas. O banco se arrepende de investir no futebol.

BANRISUL - 2001 até os dias de hoje

Logotipo do Banrisul 'muda de cor' para patrocinar do Inter. Tudo para manter-se patrocinadora da dupla Gre-Nal (Foto: Divulgação)

Desde 2001, o Banrisul consegue um feito raro no futebol gaúcho: fazer parte das camisas de Grêmio e Internacional. O banco estatal dá R$ 13 milhões para a dupla Gre-Nal.

A empresa, que é do Rio Grande do Sul, dá aval a uma medida curiosa (já feita anteriormente pela Coca-Cola na Copa União de 1987): muda suas cores de acordo com a empresa. Embora seu logotipo seja de fundo azul, ela permite ter fundo vermelho ou branco na camisa do Inter.

BANIF - 2007/2013

Banif: patrocínio ajuda Portuguesa, mas termina em investigação forte (Foto: Divulgação)

A Portuguesa também tem aporte financeiro de um banco, mas de uma forma diferente. Graças a Júlio Teixeira, conselheiro do clube e presidente do Banif do Brasil, o banco (que tem origem em Portugal) se responsabiliza por pagamento de contas, credores e banca a temporada do clube.

O Banif segue como patrocínio em dois bons momentos recentes (na equipe que tinha Ricardo Oliveira e na equipe campeã da Série B conhecida como "BarceLusa").

No entanto, o fim de parceria é polêmico: o Banif cobra o então presidente Manuel da Lupa, por empréstimos contraídos por ele e por terceiros, hoje estipulados em R$ 22 milhões. Como o banco português quebrou em 2015, as movimentações seguem investigadas e colocam os repasses à Portuguesa sob suspeita.

BANCO PANAMERICANO - 2009/2010 E BANCO PAN - 2013

Braço financeiro de Silvio Santos estampou sua marca enquanto o Corinthians teve nomes como Ronaldo e Roberto Carlos (Foto: Fernando Roberto/Lancepress!)

Prestes a disputar as finais do Paulistão de 2009, o Corinthians sacramentou um patrocínio pontual com o Banco PanAmericano. O braço financeiro do Grupo Silvio Santos inicialmente desembolsa R$ 150 mil para estar na camisa do clube e também dos calções nos dois jogos diante do Santos. O Timão sagra-se campeão paulista

O acordo se estende para o decorrer do ano (quando os corintianos vencem a Copa do Brasil) e prosseguiu em 2010. No ano do centenário do clube, é selado um acordo de renovação por R$ 7 milhões e desembarcam no Parque São Jorge nomes como Roberto Carlos, Tcheco, Danilo e Ralf.

Porém, sobram frustrações. A equipe cai ainda no mata-mata da Copa Libertadores, diante do Tolima-COL e, para completar, termina o centenário de mãos abanando. Para completar, devido a uma forte crise financeira que atravessa, o Banco PanAmericano deixa de patrocinar o clube.

Já "rebatizado" como Banco PAN, a financeira de Silvio Santos teve breve volta ao futebol, como patrocínio pontual. Na final do Paulistão de 2013, estampou sua marca na parte superior das camisas de Santos e Corinthians.

BANCO BONSUCESSO - 2009

Banco mineiro patrocinou o Cruzeiro por alguns meses (Vipcomm / Divulgação)

Em junho de 2009, outra instituição financeira investe no futebol brasileiro. O Banco Bonsucesso acerta acordo para ser o patrocínio máster do Cruzeiro. Os valores não são divulgados na época, mas especula-se que, até o fim do ano, o clube celeste receberia R$ 5 milhões.

O vínculo chega ao final em dezembro, porque, segundo o então mandatário Zezé Perrella diz à época, o Banco Bonsucesso não manifesta interesse de renovação. Curiosamente, entra no lugar outro banco: o BMG.

O Bonsucesso voltaria a ter uma parceria com o Cruzeiro em 2013, mas em uma ação para que os próprios torcedores ajudassem o clube a captar recursos.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - 2013 até os dias de hoje

Caixa reduziu valores após chegada de Bolsonaro (Montagem: Lance!)

No ano de 2013, a Caixa entra no futebol brasileiro em grande estilo. Com acordos renovados a cada ano, ela chega a ser patrocinadora máster de mais de 100 clubes. O Flamengo chega a ficar como líder entre os clubes que mais recebem a cota de patrocínio.

Após o início do mandato de Jair Bolsonaro como presidente da República, a Caixa reduz pela metade os valores repassados a clubes. No momento, são 12 times da Série A que recebem quantias.

CREFISA - 2015 até os dias de hoje

'Era Crefisa': chegada de reforços de alto nível ao Verdão (Reprodução/Instagram

O Palmeiras fecha acordo com a Crefisa em janeiro de 2015. A instituição financeira desembolsa R$ 23 milhões em seu primeiro ano, e chegam ao clube jogadores de qualidade, como Dudu, Zé Roberto, Barrios e Rafael Marques.

Contando com a disputa da Copa Libertadores, os valores sobem para R$ 72 milhões em 2017 e R$ 78 milhões em 2018 e chega ao clube uma penca de jogadores nos demais anos: Borja, Willian Bigode, Marcos Rocha, Weverton, Deyverson e Felipe Melo. Dando-se ao luxo de ter mais de um time de alto nível, o Verdão abocanha os brasileiros em 2016 e 2018.

Já para 2019, o Palmeiras segue com contratações de impacto. O mais recente reforço de ponta é a repatriação de Ricardo Goulart.

BANESTES

Banestes investe no futebol capixaba (Divulgação)

Um banco público também ajuda no investimento do Campeonato Capixaba. No ano de 2017, o então governador Paulo Hartung confirma que o Banestes fará o patrocínio de nove clubes na competição

O banco do Espírito Santo, corriqueiramente, investe em clubes do estado. Em especial, nos que têm expressão, como Rio Branco, Desportiva, Vitória e Linhares.

BANCO INTER - 2016 até os dias de hoje

Banco Inter: depois do América-MG, rumo ao São Paulo (William Correia)

O Banco Inter já suas fichas no futebol brasileiro desde 2016. O conglomerado financeiro (à época ainda chamado de Banco Intermedium) é o patrocinador máster do América-MG que, naquele ano, disputa à elite. À época, os valores do aporte financeiro não foram divulgados.

Já "rebatizado", o Banco Inter no ano seguinte parte para uma empreitada mais ambiciosa. É assinado um vínculo de três anos com o São Paulo, também com o objetivo de ser o patrocinador máster. Para estampar sua marca na camisa do Tricolor paulista, estima-se que o conglomerado desembolsará R$ 23 milhões por ano.

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