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Há 48 anos, o 'gol que Pelé não fez' entrou para a história das Copas

Em 3 de junho de 1970, craque quase marcou do meio de campo um golaço na estreia da Seleção no México. 'Momento de eternidade do futebol', escreveu Nelson Rodrigues

3 jun 2018
10h04
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Dia 3 de junho de 1970. O Brasil estreou de forma avassaladora na campanha que acabaria com o Tri na Copa do Mundo, no México. Com dois gols de Jairzinho, um de Pelé e outro de Rivellino, a Seleção Brasileira enfiou 4 a 1 na Tchecoslováquia, no estádio Jalisco, em Guadalajara. A vitória, claro, sempre será lembrada como a primeira de um time histórico na Copa de 70. Mas um "quase gol" ficou mais famoso do que os quatro feitos pelo Brasil naquele dia.

Pelé na Copa do Mundo de 1970, vencida pelo Brasil no México (Reprodução)
Pelé na Copa do Mundo de 1970, vencida pelo Brasil no México (Reprodução)
Foto: Lance!

Há exatos 48 anos, Pelé, com liberdade, viu a bola limpa à sua frente no círculo central e, ao ver o goleiro Ivo Viktor adiantado, arriscou um chutaço por cobertura. A bola passou rente à trave esquerda dos tchecos e entrou para a história como mais um lance genial do maior jogador de todos os tempos.

"Por um fio, não entra o mais fantástico gol de todas as Copas passadas, presentes e futuras. Os tchecos parados, os brasileiros parados, os mexicanos parados - viram a bola tirar o maior fino da trave. Foi um cínico e deslavado milagre não ter se consumado esse gol tão merecido. Aquele foi, sim, um momento de eternidade do futebol", escreveu Nelson Rodrigues na crônica "O Grande Sol do Escrete, na época. Até hoje, quando qualquer jogador acerta um gol do meio de campo, falamos: "ele marcou o gol que Pelé não fez".

A Seleção atuou naquele 3 de junho com Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piaza e Everaldo; Clodoaldo e Gerson (Paulo César); Rivellino, Pelé, Tostão e Jairzinho, time este comandado por Zagallo.

Naquela mesma Copa, na semifinal, contra o Uruguai, em outra vitória (3 a 1), Pelé deu um "drible da vaca" no goleiro sem tocar na bola, apenas com jogo de corpo, mas finalizou para fora, também rente à trave. É outra jogada que ganhou a marca "o gol que Pelé não fez". Felizmente os "erros" não fizeram falta ao Brasil que entrou para a história conquistando sua terceira Copa, em 21 de junho de 1970, quando goleou a Itália por 4 a 1, na grande final.

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