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Não deixou legado como técnico, diz diretor do SP sobre Ceni

Em reunião do Conselho desta segunda-feira, diretor executivo de futebol do São Paulo deu explicações sobre o futebol e disse que talvez houve falha na avaliação médica do reforço

21 ago 2017
23h06 atualizado em 22/8/2017 às 07h32
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23h06 atualizado em 22/8/2017 às 07h32
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Em reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo na noite desta segunda-feira, o diretor executivo de futebol Vinicius Pinotti disse que o técnico Rogério Ceni não deixou legado após a breve passagem no comando do time. Segundo o diretor, a intervenção se fez necessária e a situação seria pior hoje se não houvesse a demissão, no início de julho. No comando, Rogério disputou 37 jogos, com 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. Ele deixou o time na zona do rebaixamento, sem vencer há seis rodadas.

Rogério Ceni ficou no comando do São Paulo por 37 jogos nesta temporada
Rogério Ceni ficou no comando do São Paulo por 37 jogos nesta temporada
Foto: Paulo Pinto/SPFC

Pinotti deu apoio a Dorival Júnior e disse que o contratou, entre outras coisas, pela experiência como treinador, e êxito em trabalhar com jogadores das categorias de base, uma das necessidades do São Paulo e objetivos há anos.

Rogério foi contratado no início do ano com vínculo de dois anos. Vinicius foi um dos principais mentores da contratação, intermediando as conversas entre o treinador e o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. Na época, ele ainda estava à frente do departamento de marketing, no qual desenvolveu uma relação de confiança com o ídolo da torcida. Foi Pinotti quem organizou toda a festa de despedida de Ceni, em 2015.

O diretor do São Paulo Vinicius Pinotti (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)
O diretor do São Paulo Vinicius Pinotti (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)
Foto: Lance!

Na apresentação aos conselheiros, o diretor também falou sobre a situação do meia-atacante Maicosuel, contratado do Atlético-MG, em junho. Pinotti disse que talvez houve erro de avaliação médica durante a contratação do reforço. Segundo conselheiros presentes, não ficou claro se ele se referia à avaliação do Tricolor ou do Galo. Um disse ter entendido como do Galo. Maicosuel chegou no dia 7 de junho, estreou no dia seguinte contra o Vitória e teve de sair com dores no adutor da coxa direita. Logo depois, foi diagnosticado um desequilíbrio muscular, que o afastou dos gramados por mais de um mês. Nesse período, pediu para não receber salários.

Na reunião do Conselho, também falou-se sobre a multa rescisória de Ceni, que tem R$ 5 milhões a receber do clube. O presidente Leco chamou a responsabilidade pela contratação do técnico e disse que a inclusão da multa foi um pedido de Ceni como garantia ao período de eleição presidencial, ocorrida em abril.

 

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