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Brasileiro jogando final da Libertadores por clube mexicano? Deu azar e gerou vilão em 2001

29 jul 2015 - 08h27
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Nesta quarta-feira, pela terceira vez na história, um clube mexicano disputará a final da Copa Libertadores. Com dois brasileiros no elenco - Rafael Sóbis e Juninho -, o Tigres (ARG) brigará pelo título contra o River Plate (ARG). Porém a combinação entre clube mexicano, final de Libertadores e brasileiro em campo não foi tão boa na primeira vez que um time do México chegou à decisão da competição.

O Cruz Azul surpreendeu na Libertadores de 2001. O clube mexicano classificou-se na fase de grupos em primeiro lugar, depois bateu Cerro Porteño (PAR), River Plate (ARG) e Rosário Central (ARG) no mata-mata até enfrentar o Boca Juniors (ARG) na finalíssima.

- A gente nunca esperava que chegaria na final. A torcida entrou no clima, começamos a acreditar que dava pra ir longe. Na época, quando gente chegou nas quartas, o que foi inédito já que nenhum time mexicano tinha chegado, o país parou. Na final, ninguém trabalhou durante o dia esperando o jogo. Era como se fosse a seleção mexicana em campo - conta Julio César Pinheiro, meia-esquerda do Cruz Azul naquela época.

Na primeira partida da decisão contra o Boca Juniors, o time mexicano perdeu por 1 a 0 em um Estádio Azteca com mais de 100 mil pessoas. Os jogadores sabiam que seria difícil reverter o placar na La Bombonera. Mas conseguiram. O Cruz Azul venceu o Boca por 1 a 0 no tempo normal e levou o jogo aos pênaltis. Pinheiro foi um dos destaques da partida, inclusive quase fez o gol do título aos 42 minutos do segundo tempo. Na cobrança de falta, o canhoto chutou a bola no travessão - que o pararia outra vez naquele jogo.

O treinador José Trejo designou o brasileiro como o quarto batedor do Cruz Azul na série de penalidades. O azar deu a calhar que dois companheiros haviam perdido seus pênaltis e a cobrança do brasileiro seria decisiva. Se ele errasse, o Boca Juniors se sagraria campeão da Libertadores.

- Na caminhada até a bola, passou um filme na cabeça da minha infância, da época que eu trabalhei como boia-fria. Quando cheguei na frente do Córdoba [goleiro do Boca], ele abriu os braços, eu falei: 'F..., onde vou chutar aqui?'. Ele apontava pro lado e falava: 'Você vai bater aqui'. Eu pensei: 'Não vou mudar, vou seguir caminho, vou até o final'. Na hora que eu acelerei pra chutar, bati no travessão. Na hora só consegui pensar: 'F..., acabou, não tem mais nada pra fazer'. Fiquei duas semanas de folga, não conseguia dormir a noite - lembra Pinheiro, que atuou por quatro anos no Cruz Azul e é idolatrado pela torcida até hoje apesar de ter batido pra fora a primeira chance de um clube mexicano se sagrar campeão da Libertadores.

BATE-BOLA COM JULIO CÉSAR PINHEIRO

Como é jogar uma competição sabendo que se você ganhar, não disputará o Mundial?

Na época, como era a primeira que tinha acontecido isso, quando chegamos na semi, começaram a falar: se passar, não vai poder jogar. Foi uma decepção. Desesperou um pouco, desestabilizou. Falamos para os jogadores: 'Queira ou não, vai ficar o título, não tem esse negócio.' A própria diretoria incentivou e prometeu bicho dobrado porque não jogaríamos o Mundial.

Como estava o vestiário após a derrota para o Boca?

Estava clima de velório, doeu porque a partir do momento que teve a possibilidade de ganhar no tempo normal, perdemos nos pênaltis. Eles tiveram chance, foi um jogo aberto. A gente foi pra jogar de igual pra igual. Todo mundo desesperado. Eu chorei pra caramba.

Os brasileiros do Tigres enfrentarão um rival argentino na final da Libertadores. Dá um gostinho a mais?

Dá mais vontade por ser contra argnetino. Os chilenos são assim também contra argentino. Não pode perder pra eles aqueles caras, vira aquela rincha, contra o chileno. Libertadores é diferente, não tem como falar que não. Vive diferente, joga diferente.

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