Igão é apresentado como presidente do Funkbol na Kings League: "O Podpah é o funk"
Influenciador reforça identidade periférica do projeto e destaca a modalidade como espaço de oportunidades além das quatro linhas
O Funkbol iniciou oficialmente uma nova fase nesta quinta-feira (26/2), com a apresentação de Igão como presidente da equipe que disputa a Kings League Brasil. A coletiva marcou não apenas a chegada do influenciador ao comando do clube, mas também a reformulação da identidade do projeto, que agora passa a se chamar Podpah Funkbol Clube.
O evento contou com a presença do humorista Michel Elias, que já integrava a presidência, e de Mitico, parceiro de Igão no Podpah. Além do novo nome, o clube também apresentou seu escudo e reforçou o posicionamento ligado à cultura periférica, ao funk e à comunicação direta com as comunidades.
Durante a entrevista, Igão explicou que a Kings League sempre esteve no radar, inclusive por experiências anteriores ligadas à Furia, mas destacou que o vínculo com o Funkbol surgiu de forma diferente.
"Teve outras oportunidades sim. A gente sempre gostou muito da Liga, desde o começo, quando a gente já iniciou o projeto da Madhouse TV, juntamente com a Fúria. Mas a gente sabia que, obviamente, a gente ia ajudar no que fosse preciso lá da Fúria, mas a gente não tinha um vínculo assim como a gente tem hoje com o Funkbol, de ser o presidente, de estar realmente envolvido no dia a dia do time."
Identificação e empolgação
Segundo ele, a identificação pesou na decisão. O convite reuniu pessoas com trajetórias e linguagens semelhantes, o que tornou a escolha quase natural.
"Quando chega o Funkbol, o Michel, o Hariel, é algo que a gente já se conhece há mais tempo. É a mesma coisa que os caras que fazem as redes sociais, vocês vêm fazendo isso muito bem. Então é algo que você já comunica com o mesmo público que a gente comunica aqui no Podpah, que é um público de favela, de comunidade. É o funk."
Empolgado, o novo presidente não escondeu a ambição esportiva e o envolvimento emocional com o projeto.
"Estou muito feliz, empolgado com os caras, quero muito ser campeão. Então, tô feliz e o motivo do Funkbol é porque a gente comunica a mesma coisa e não tinha porque ser diferente."
O impacto da Kings League no que acredita
Além da competição, Igão destacou o impacto social da Kings League. Para ele, o torneio amplia horizontes e cria caminhos que vão além da carreira de jogador.
"Eu acho que é mais uma oportunidade também para o moleque, para a menina de quebrada poder sonhar. Quando chegou o funk, os moleques e as meninas de quebrada puderam sonhar. Quando chegou o rap foi igual. Sempre foi assim."
O comunicador também fez uma crítica direta ao modelo tradicional do futebol. Nesse cenário, a Kings League surge, segundo ele, como um espaço mais amplo.
"O futebol hoje, profissionalmente, virou negócio. Não basta mais você ser apenas um menino ou uma menina talentosa, você tem que ter um empresário cheio de dinheiro para te colocar num clube. Então a Kings League é mais uma oportunidade, não só como jogador. Pode ter um moleque ou uma menina de quebrada que sonhe em ser técnico, treinador de goleiro ou um cara que comenta na cabine."
Nervosismo para estrear na Kings League
Questionado sobre a mudança de papel, Igão admitiu o impacto do novo cargo, mas tratou o frio na barriga como combustível.
"Acho que estou preparado, com aquele frio na barriga quando entrar na arena. A gente ia fazer transmissão e agora é presidente. Dá um friozinho bom, de estar indo fazer algo grande, algo que empolga."
Por fim, ele relembrou a reação ao convite feito por MC Hariel e reforçou o sentimento de pertencimento.
"Minha reação foi positiva demais. Eu sou fã da parada. Quando o Hariel me ligou e falou da possibilidade, tudo fez sentido. O Funkbol comunica com o mesmo público que a gente. Eu sou envolvido com funk desde que me entendo por gente. Então, acho que não tinha clube melhor para fazer parte."
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