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Terra entra em “bunker” do Time Brasil no Pan de Toronto

Eduardo Palacio / Terra

Time Brasil adota York University como centro preparatório para parte da delegação no Pan 2015

7 jul 2015
08h30
atualizado às 13h47
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O Time Brasil em Toronto encontrou em uma cidade universitária com 55 mil alunos a tranquilidade necessária para algumas modalidades se prepararem para os Jogos Pan-Americanos de 2015. A Universidade de York cedeu algumas instalações para a equipe brasileira desfrutar. O Terra entrou no local no último fim de semana e teve acesso a áreas que serão usadas pela delegação brasileira.

À primeira vista, o local espanta pelo tamanho. Para chegar ao campus, a partir do centro de Toronto, é necessário pegar o metrô e ir para a fronteira da cidade, já no subúrbio, em viagem de mais de uma hora em transporte público – 50 minutos de carro. A universidade está disposta em uma área de nada menos do que 185 hectares. Não sabe o quanto é isso? Tente imaginar 225 gramados do Maracanã dispostos lado a lado.

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Tamanha é a área do local, que comporta 55 mil alunos e sete mil funcionários, que é necessário o Comitê Olímpico do Brasil (COB) buscar a equipe do Terra. Um passo errado na universidade e você pode se perder por alguns bons minutos, já que as construções são típicas de campus da América do Norte, com prédios bastante parecidos um com o outro

Com as férias escolares e um número bem reduzido de estudantes no local, o Brasil reservou uma pequena área (bem pequena mesmo) para a parte da delegação que passará por York. Para se ter uma noção do tamanho do campus, o microespaço cedido pela universidade conseguirá suportar os 200 membros da delegação – nem todos ao mesmo tempo, claro – que passarão por York. Ou, em números práticos, um quinto da operação do COB em Toronto.

York receberá as delegações do atletismo, judô, tênis, lutas olímpicas e basquete. Atletismo e tênis, inclusive, sequer passarão pela Vila do Pan. O motivo? O estádio que será palco dos dois esportes é dentro da universidade. Sim, literalmente ambas as delegações ficarão a cinco minutos andando do local de disputa. Ou seja: o Brasil já sai na frente na mobilidade para as duas modalidades.

“O processo de escolha foi feito com três anos de antecedência, buscou-se exatamente saber onde seriam as competições, as estruturas que a universidade pode oferecer que é hospedagem, alimentação adequada e condições de treinamento adequadas”, contou ao Terra Edgar Hubner, responsável pela operação em York.

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A estrutura realmente é muito boa. Não há luxo, obviamente, nos quartos, mas há mais do que o suficiente para os atletas se sentirem em casa no tempo que ficarão na universidade. Cada um terá quartos individuais, com móveis de madeira com caráter modernos e banheiros que contam inclusive com banheiras. Bem perto dos apartamentos, há a lavanderia comunitária. E não há regalias: cada esportista que lave sua roupa.

O Brasil ainda conta com um espaço privativo, que envolve área de reabilitação médica com equipe do COB e refeitório fechado para o time. Há uma nutricionista brasileira que supervisiona o que os atletas comem para que não saiam da dieta. Para receber os atletas, um cozinheiro de York passou um mês em solo brasileiro para aprender os meandros da alimentação nacional.

Quartos não têm luxos, mas são confortáveis
Quartos não têm luxos, mas são confortáveis
Foto: Eduardo Palacio / Terra

A comida, inclusive, é de causar inveja nos jornalistas brasileiros em Toronto que não aguentam mais comer hambúrguer e hot dog: há arroz, feijão, bife à parmegiana, lasanha, nhoque, salmão, farofa, purê... Se os atletas quiserem relaxar, ainda podem aproveitar um pequeno pub da própria universidade, com pouco movimento nas férias, e uma sala de imprensa do COB com videogames e televisão.

Obviamente, os esportistas estão lá para treinar. E o local deixa até muitas estruturas de clubes profissionais brasileiros no chinelo. A estrutura esportiva, a dois minutos do dormitório do Brasil, será dividida com estudantes, mas o Time Brasil terá prioridade em reservas. E que estrutura: os ginásios de basquete, “padrão NBA”, contam até com arquibancadas móveis. O atleta consegue treinar com ar condicionado, aproveita uma academia gigantesca e tem à disposição o melhor que a tecnologia pode oferecer. Treinamentos “padrão Canadá”.

Ginásios contam com estrutura impressionante
Ginásios contam com estrutura impressionante
Foto: Eduardo Palacio / Terra

Sabe por que o Brasil tem tamanha comodidade em Toronto? Por causa de 2016. Sim, os Jogos do Rio em 2016 permitem acordos com a organização canadense para que haja um favorecimento nas escolhas de locais de treinamento pelos dois países – o mesmo já é feito com o Japão para Tóquio 2020. Obviamente, vai ser difícil o Canadá encontrar no Brasil um local com a estrutura como a de York, que sequer é a maior universidade da região – a Toronto University tem 70 mil alunos.

“A gente tem um modelo de uma universidade canadense, que tem um formato de estudo onde os alunos ficam hospedados dentro da universidade. Hoje essa estrutura aqui comporta 55 mil pessoas. Vocês visitaram as instalações de hospedagem e alimentação, temos um contingente de 80 mil pessoas aqui. Nós não temos isso no Brasil. mas com certeza temos boas instalações, mas não nesse formato”, admitiu Edgar. 

 

Fonte: Terra
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