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Canadense vence 100 m masc; brasileira é 4ª e chora no fem

Andre de Grasse é o novo campeão pan-americano dos 100 m.

22 jul 2015 21h59
| atualizado às 22h56
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Andre de Grasse fez a alegria nesta quarta-feira da torcida canadense no CIBC Athletics Stadium, em York, e venceu a prova mais tradicional do atletismo - 100 m rasos. Em uma disputa acirrada, o atleta local completou na frente com a marca de 10s05. Não houve brasileiro na final da prova masculina.

Badalado por ter o tempo de 9s86 na temporada, Keston Bledman, de Trinidad e Tobago, foi a maior decepção do dia ao ficar em quarto com o tempo de 10s12. O pódio foi completado por Ramon Gittens (10s07), de Barbados, e Antoine Adams (10s09), de São Cristóvão e Neves, respectivamente prata e bronze.

Rosângela Santos ficou na quarta posição e chorou copiosamente depois da prova
Rosângela Santos ficou na quarta posição e chorou copiosamente depois da prova
Foto: Washington Alves/Exemplus/COB / Divulgação


Feminino

A jamaicana Sherone Simpson surpreendeu a americana Barbara Pierre, apontada como favorita, e conquistou a medalha de ouro na final dos 100 m rasos. Prata em Pequim 2008, a atleta de 30 anos saiu na raia 8 e deu uma arrancada incrível para vencer com o tempo de 10s95.

Após bater o recorde da competição nas eliminatórias com 10s92, Pierre (que competiu em Pequim 2008 pelo Haiti) chegou a dominar os primeiros 80 metros, mas perdeu o ritmo e ficou em terceiro com 11s01, ficando desolada como o resultado.

Foto: Al Bello / Getty Images

A prata ficou com uma velocista da América do Sul. A equatoriana Angela Tenorio, de apenas 19 anos, se enfiou entre as favoritas com a marca de 10s99.

Campeã pan-americana em Guadalajara 2011, a brasileira Rosangela Santos terminou em quarto (11s04) e caiu em lágrimas por ficar fora do pódio. "Estou muito decepcionada. Sabia que tinha condições de fazer abaixo do meu melhor. Estava pronta para isso, mas não fiz. Erro meu, porque as meninas correram mais. Agora é treinar e ajudar o revezamento a ganhar uma medalha", desabafou.

"Acho que na hora da prova eu não tive paciência, me desesperei, vi a prova indo embora, deslocando, não consegui manter a calma e fazer o que eu tinha que fazer. Foi isso que pesou para mim. Mas, de certa forma, ainda estou satisfeita por ter repetido o melhor tempo da minha carreira. Ainda não acabou, tem o revezamento aqui, o Mundial e tentar abaixar esse tempo lá", completou.

Ana Cláudia Lemos foi a sétima colocada nos 100 m dos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Ana Cláudia Lemos foi a sétima colocada nos 100 m dos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Foto: WashingtonAlves / Divulgação

Por sua vez, a compatriota Ana Claudia Silva, terminou em sétimo (11s15). "Óbvio que queria correr abaixo dos 11s, não consegui, mas a temporada não acabaou e vou continuar treinando duro para isso acontecer e um fato legal é que a menina do Equador bateu meu recorde sul-americano. Isso é bom para o esporte, ganhar e perder faz parte do jogo. Hoje eu não saí vitoriosa, mas também nao saio triste. As coisas só acontecem quando a gente trabalha e vai chegar minha vez", comentou.

Ana Claudia, porém, ainda irá defender o bi nos 200 m, após ter sido campeã no Máxico há quatro anos. "Amanhã tem os 200 m, vou descansar. Não estava cansada. Não tive dificuldade, o melhor que eu pude fazer hoje fio 11s15, infelizmente não foi tempo para pódio, mas pelas minhas médias sai um pouco satisfeita", completou.

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Fonte: Terra
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