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Jogos Pan-Americanos

Com provocações, Brasil x Cuba no Pan teve ar nostálgico

Duelo fez relembrar confrontos da década de 90, com direito até a advertência para comemoração efusiva dos cubanos

20 jul 2015
09h57
atualizado às 10h02
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Quem não se lembra da rivalidade acirrada de Brasil x Cuba nos anos 90 no vôlei. O duelo saía faísca no masculino e no feminino, com direito até a socos e outras agressões entre as mulheres. Pois bem, 20 anos depois isto pode ser visto novamente em quadra nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. Com comemorações efusivas de ambos os lados, o jogo esquentou os ânimos a partir do terceiro set e foi assim até o fim do tie-break, que terminou com vitória cubana por 3 sets a 2.

Com duas equipes muito jovens e média de idade bastante baixa, muitos do que estavam em quadra nem chegaram a ver como eram os confrontos com Despaigne, Marcelo Negrão, Mireya Luis, Márcia Fu, entre outros. Mesmo assim, representaram a altura o que era o confronto. Tudo isso, principalmente, graças ao jogador cubano Javier Jimenez. O camisa 4 provocou tanto que até tomou um cartão amarelo pelos exageros.

Jimenez (primeiro da esq. para direita) foi quem mais provocou Seleção Brasileira no confronto
Jimenez (primeiro da esq. para direita) foi quem mais provocou Seleção Brasileira no confronto
Foto: William Lucas / Inovafoto/CBV

"Essa rivalidade é velha, na década de 90 eu a via quando era pequeno. A rivalidade de hoje são coisas iguais. Quadra é quadra e fora é fora. Não levamos para depois. Claro que gosto disso (provocações). Para mim, todos os pontos são da equipe e são muito importantes, por isso comemoro muito", disse o cubano, que comentou ainda que não se intimidará pela advertência que tomou. 

"O árbitro estava observando, as celebrações não o agradaram e ele deu a punição. Mas acho que isso não influenciou em absolutamente nada nosso desempenho em quadra. Se é exagerado ou não, não sou eu que tenho que dizer isso. Vou continuar comemorando", completou o cubano. Do lado brasileiros, os jogadores mostraram também que não tem sangue de barata. Um em especial chamou muita atenção: o ponteiro reserva João Rafael. Com pouco tempo de jogo nesse Pan, ele entrou no fim do quarto set, virou o jogo para o Brasil e deu a resposta aos adversários na mesma moeda deles: provocando.

Brasil entrou na pilha, mas transformou jogo muito interessante, relembrando década de 90
Brasil entrou na pilha, mas transformou jogo muito interessante, relembrando década de 90
Foto: William Lucas / Inovafoto/CBV

"É um Brasil e Cuba, já tem a rivalidade faz muito tempo. O jogo deles é bem provocar, esperar que o adversário caia na pilha, fique nervoso, força a gente a errar. A gente em um momento até caiu, mas depois a gente conseguiu reverter o negócio, mas no final eles jogaram muito bem. Teve muito erro nosso, mas eles jogaram muito bem", disse o brasileiro.

O técnico Rubinho, que substituirá Bernardinho durante este Pan, disse que tentou alertar os mais jovens da catimba adversária, mas não deu muito certo. "São jovens, a gente falou que ia acontecer, que é normal, que todo cubano desde criancinha faz isso, até em casa na pelada de casa deve provocar um ao outro, vem desde criança isso. A gente sabia que ia acontecer, mas são jovens. Reagem a uma situação de estar perdendo uma ou duas bolas, exatamente quando eles vão fazer a provocação, caíram e perderam mais dois pontos."

O treinador da Seleção disse que a derrota cumpriu o objetivo principal do grupo que está no Pan, que não é formado por nenhum figurão da Seleção Brasileira. "O fato desta equipe estar aqui é melhorar o progresso dela, até na derrota hoje por 3 a 2, foi importante porque ela foi buscar o placar muito ruim do quarto set para chegar no tie-break. Conseguiu superar algumas dificuldades em alguns momentos, suportar o adversário em alguns momentos. Foi positivo. Essa equipe jogar nesse nível contra um time que está um pouco acima dela tem que cometer menos erros. Essa é a forma de você enxergar e aprender com isso. Talvez uma forma dolorida, mas você continuar o progresso. São jogadores jovens, alguns são da sub-23 que vai jogar em agosto. Então isso aqui é muito positivo para os mais jovens, caso do Douglas, do João Rafael, que entrou e fez uma virada no quarto set. Espetacular, é muito bom para o progresso deles."

 

Fonte: Terra
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