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Rayssa abraça a mãe, reúne multidão, fala em inglês e ganha o bronze ao som de Djavan em Paris

Skatista brasileira se tornou a atleta mais nova da história a conquistar duas medalhas olímpicas

28 jul 2024 - 15h56
(atualizado às 16h26)
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PARIS - Paciente, uma jornalista americana esperou mais de uma hora para falar com Rayssa Leal. A profissional era a única da imprensa estrangeira posicionada para ouvir a brasileira depois de ela levar a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris. Foi recompensada.

Rayssa foi gentil. Depois de comemorar a medalha com um abraço na mãe, atender a uma multidão de voluntários e fãs que pediram fotos e autógrafos e ser parada a cada passo, a adolescente deu entrevista em inglês à jornalista. Contou ter se sentido feliz, é claro, por ter faturado sua segunda medalha olímpica aos 16 anos, o que a fez ser a atleta mais nova da história a registrar o feito.

Minutos depois, a jovem parou para falar com a imprensa brasileira. Simpática, calma e muito mais acostumada com o bônus e ônus de ser uma estrela, a maranhense de Imperatriz contou o que mudou nela em três anos, desde a prata em Tóquio até o bronze em Paris.

"Mudou tudo. Só no primeiro ano eu cresci 10 centímetros", disse. "Entendi o peso das Olimpíadas. Vim para Paris com outra mentalidade, outro foco. Todos queriam o ouro, eu não era diferente. Por isso eu acabo me cobrando um pouco mais, mas deu tudo certo".

Embora esteja mais alta, mais experiente e mais madura, a brasileira costuma dizer que não sabe ainda o seu tamanho e a inspiração que provoca em outras jovens esportistas. Mas com a exposição que veio graças ao seu sucesso no esporte ela já se habituou.

"É de boa, eu me acostumei, me adaptei muito fácil", declarou. "Desde aquele vídeo com 7 anos (em que anda de skate vestida de fadinha) em Imperatriz já era meio bagunçado, o pessoal pedia para tirar foto. Eu cresci com isso".

Rayssa vai seguir comemorando em Paris e no Brasil. Mas quando retornar, terá de voltar à vida de adolescente comum, embora não seja uma. "Vou estudar, em agosto voltam as aulas".

Estadão
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