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Por doping, ginasta campeão olímpico fica fora da Olimpíada

Ouro nos Jogos do Rio, o ucraniano Oleg Verniaiev tem resultado analítico adverso para substância proibida pela Wada e é suspenso por 4 anos

13 jul 2021 18h36
| atualizado às 18h56
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Campeão olímpico nas barras paralelas nos Jogos do Rio-2016, o ucraniano Oleg Verniaiev foi suspenso por quatro anos por doping e está fora da Olimpíada de Tóquio. Ele foi flagrado com a substância Meldonium, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em infglês).

Oleg Verniaiev está fora da Olimpíada de Tóquio, mas vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (Foto: AFP)
Oleg Verniaiev está fora da Olimpíada de Tóquio, mas vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (Foto: AFP)
Foto: Lance!

O atleta de 27 anos já estava suspenso provisoriamente das competições enquanto o processo seguia em investigação, desde dezembro de 2020. Em janeiro, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) chegou a confirmar a punição, sem dar explicações sobre o motivo da pena.

A confirmação do gancho veio na última segunda-feira pela Comissão Disciplinária da Fundação de Ética da Ginástica, órgão que avalia os casos de dopagem da ginástica. O atleta se posicionou em um post no Instagram e informou que recorrerá à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês). Ele confirmou que não poderá disputar a Olimpíada do Japão.

"A pergunta mais importante é: como a droga proibida entrou em meu corpo? Por que isso aconteceu em um momento em que não havia competições internacionais sérias e o treinamento era realizado de forma leve? Por que apenas um teste deu um resultado positivo, e nenhum dos quase dez testes subsequentes confirmou (doping)? Um teste positivo apenas indica a presença de uma substância proibida no corpo, mas não indica a culpa do atleta. Se o atleta tiver certeza de que a culpa não é sua, ele não deve abaixar as mãos", disse o ginasta, indignado com a punição que recebeu.

O Meldonium é a mesma substância que causou a suspensão por doping da tenista Maria Sharapova, em 2016. A russa alegou que ingeriu o medicamento para tratar problemas de saúde. O fármaco é vetado pela Wada porque acelera o fluxo de sangue e de oxigênio pelo corpo, o que provoca aumento de performance em diversas situações.

"A luta toda está apenas começando, essa é a próxima etapa da minha vida e, como sempre, lutarei até o fim e apelarei da decisão da Fundação de Ética da Ginástica sobre minha desclassificação para a CAS. Acredito que a mais alta corte dos esportes colocará tudo em seu devido lugar", completou Oleg.

 

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