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Paralimpíadas de Tóquio: Brasil fica em sétimo e bate recorde de ouros

Participação brasileira no Japão foi histórica e repleta de conquistas

6 set 2021 09h38
| atualizado às 11h41
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Paralimpíadas de Tóquio
Paralimpíadas de Tóquio
Foto: Fábio Chey/CPB / Sport Life

As Paralimpíadas de Tóquio se encerraram na manhã deste último domingo e tiveram um desfecho especial para o Brasil. De acordo com uma meta estabelecida pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), o objetivo era permanecer entre os dez primeiros no quadro de medalhas - já que no Rio de Janeiro, cinco anos atrás, o país ficou na oitava posição. Além de cumprir com as expectativas e terminar na sétima posição, os atletas brasileiros ainda bateram o recorde de ouros com 22 medalhas douradas.

Outra marca importante foi a centésima medalha de ouro do Brasil em Paralimpíadas, com o corredor Yeltsin Jacques. Houve também o surgimento de novos ídolos, como a nadadora Maria Carolina Santiago, que saiu das Paralimpíadas de Tóquio com três ouros, uma prata e um bronze. Feito que a tornou a maior medalhista brasileira da história, em uma única edição dos Jogos. Por outro lado, o lendário Daniel Dias, dono de 27 medalhas paralímpicas (três delas em Tóquio), se despediu das piscinas e foi homenageado como porta-bandeira na cerimônia de encerramento.

Algo que explica o incrível desempenho do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio, foi a forte presença e competitividade nos esportes individuais. Para se ter uma ideia, as medalhas conquistadas apenas no atletismo e na natação correspondem a 51 das 72 que o país conseguiu. Uma verdadeira lição do esporte paralímpico. E que pode ser utilizada no esporte olímpico onde, historicamente, o Brasil apresenta uma tradição maior em esportes coletivos, como vôlei e futebol. Aplicar os mesmos investimentos em esportes individuais, talvez, aumentasse o número de medalhas, como vimos acontecer nos Jogos Paralímpicos.

As próximas Paralimpíadas serão disputadas em Paris, dessa vez com um ciclo menor. Como as disputas em solo japonês foram atrasadas em um ano, por causa da pandemia de covid-19, a competição na França começa daqui apenas três anos, em 2024. Fica a torcida para que o Brasil se mantenha entre as grandes potências do esporte.

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