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França testa sistema a laser antidrone para os Jogos de 2024

Intenção do governo é usar a tecnologia para proteger bases militares, usinas nucleares e grandes eventos no período da Olimpíada de Paris

7 jul 2021 - 16h59
(atualizado às 17h59)
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O exército da França testou nesta quarta-feira um canhão movido a laser para destruir drones. A intenção do governo é usar a tecnologia para proteger o país nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024.

Tony Estanguet, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Paris, discursa durante apresentação de novo logo do evento
Tony Estanguet, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Paris, discursa durante apresentação de novo logo do evento
Foto: Pascal Rossignol/Reuters

O Ministério das Forças Armadas disse que o teste, conduzido perto da costa atlântica no sudoeste francês, foi o primeiro na Europa, acrescentando que os Estados Unidos e Israel também estão trabalhando em armas semelhantes, inspiradas no filme "Guerra nas Estrelas".

A França planeja usar o sistema, desenvolvido pela startup local Cilas com fundos públicos, para proteger bases militares e usinas nucleares, assim como grandes eventos, contra pequenos drones voando baixo que podem escapar da detecção de radar. "Nosso objetivo é ter um sistema totalmente operacional a tempo para os Jogos Olímpicos de Verão de 2024", disse um porta-voz do ministério.

O protótipo testado nesta quarta-feira pode detectar drones comerciais leves a uma distância de até 3 km (1,8 milhas), rastreá-los e destruí-los assim que se aproximarem a 1 km do canhão. Seu raio laser é um milhão de vezes mais poderoso do que o usado por leitores de código QR, informou o ministério.

"Precisamos nos adaptar a uma ameaça em constante mudança e à capacidade cada vez maior dos drones de escapar de dispositivos de interferência ou escudos convencionais de mísseis", completou o porta-voz do governo francês.

O ministério disse que também lançou licitações para o desenvolvimento de um canhão de ondas magnéticas e drones interceptores devido à crescente ameaça de ataques com enxames de drones.

Estadão
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