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Dois meses após Olimpíada de Tóquio, atletas de Tonga ainda esperam voo de volta para casa

Restrições da pandemia impedem que seis integrantes da delegação tonganesa, presos na Nova Zelândia desde 22 de agosto, voltem ao país da Oceania; retorno está previsto para 20 de outubro

7 out 2021 17h45
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No dia 8 de agosto, a cerimônia no Estádio Nacional do Japão colocou um ponto final nos Jogos Olímpicos de Tóquio e 'passou o bastão' para Paris, sede da edição de 2024. Dois meses após o fim da olimpíada japonesa, seis integrantes da delegação de Tonga ainda não conseguiram retornar ao seu país natal.

A restrição de voos por conta da pandemia os prenderam no meio do trajeto de mais de 8 mil quilômetros entre os países. A volta para casa só deve acontecer, por fim, daqui a duas semanas, em forma de exceção. Isso porque o reino na Polinésia, localizado no Pacífico Sul, cancelou todos os voos até março de 2022. A medida foi tomada por diversas ilhas próximas, que também interromperam rotas marítimas.

Diversos atletas da Oceania que participaram dos Jogos em Tóquio foram obrigados a fazerem escala na Nova Zelândia antes de chegarem a seus destinos. Antes que pudessem ser liberados, eles foram submetidos a rígidos períodos de quarentena em locais definidos pelo governo da nação vizinha da Austrália. Como Tonga prolongou as restrições contra o vírus, os seis membros da delegação do país estão presos desde 22 de agosto em território neozelandês.

Até mesmo um voo de repatriação, em caráter especial, foi suspenso e impediu que os tonganeses voltassem para casa. Além de amigos e parentes, igrejas e organizações comunitárias apoiam os atletas na Nova Zelândia, segundo o jornal local 'Stuff'. Caso não haja mais nenhuma mudança e o retorno previsto para 20 de outubro se concretize, eles ainda deverão passar por três semanas de quarentena antes de reencontrarem a família e voltarem a treinar.

Nas últimas Olimpíadas, especialmente a do Rio, em 2016, Tonga ficou conhecido por conta de seus 'besuntados'. Pelo que se vê nas redes sociais, o mais famoso deles, Pita Taufatofua, atleta do tae kwon do, não está entre os presos na Nova Zelândia e, após cumprir quarentena na Austrália, conseguiu voltar para casa.

Estadão
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