"A pressão é privilégio": Lucas Braathen carrega o sonho inédito do Brasil na neve
Lucas Pinheiro chega aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 como o principal nome do Brasil na competição.
mO Brasil inicia os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 em um cenário inédito: o de real candidato a medalha. Lucas Pinheiro Braathen, que compete pelo país desde 2023, chega como um dos principais nomes do esqui alpino mundial e carrega a expectativa de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história brasileira. Porta-bandeira na cerimônia de abertura, o atleta admitiu a pressão, mas tratou o peso simbólico como combustível para a performance.
"Essa pressão é um privilégio. É nela que você pode brilhar", afirmou Lucas, que destacou estar no auge físico e técnico. Atual Top 3 do ranking mundial, ele disputará duas provas com chances concretas de pódio: o Slalom Gigante, no dia 14 de fevereiro, e o Slalom, no dia 16. A preparação final foi feita na Áustria, longe do ambiente olímpico, estratégia adotada para manter o foco total até a véspera das competições.
A pista de Cortina d'Ampezzo, segundo o próprio atleta, tende a ser mais lenta do que as utilizadas na Copa do Mundo, o que exige precisão absoluta. No Gigante, o desafio será manter velocidade em curvas longas e constantes; no Slalom, a exigência é de reflexo e agressividade em um traçado extremamente técnico. Características que colocam Lucas em igualdade com os principais favoritos, como o suíço Marco Odermatt e o norueguês Atle Lie McGrath.
Mais do que resultados, Lucas Pinheiro simboliza uma mudança cultural no esporte brasileiro. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, ele poderia competir pela Noruega, potência histórica da modalidade, mas escolheu defender o Brasil com o objetivo de inspirar novas gerações. Em Milão-Cortina, o país deixa de ser figurante no gelo para entrar, pela primeira vez, na disputa real por um lugar no pódio olímpico.