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Olimpíada 2016

Paes nega polêmica com COI sobre golfe: "tradução ignorante"

Prefeito do Rio de Janeiro disse que jornalistas interpretaram erroneamente trecho em que o presidente do COI, Thomas Bach, afirma que Paes "colocou pressão" para a construção do campo de golfe olímpico

26 fev 2015 - 14h25
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Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante lançamento das obras do complexo esportivo de Deodoro. 03/07/2014
Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante lançamento das obras do complexo esportivo de Deodoro. 03/07/2014
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, descartou qualquer tipo de polêmica envolvendo o campo de golfe junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) ao justificar que os jornalistas fizeram uma "tradução ignorante" do que disse o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach. Em sabatina na sede do Rio 2016, Bach afirmou que a ideia do campo de golfe foi do prefeito, que "colocou pressão" para que a obra fosse realizada.

Contextualizando, a declaração do presidente do COI era para responder sobre o fato de o próprio Paes, em conversa informal com alguns jornalistas na última terça-feira, ter dito que "odiou ter que construir" o campo de golfe. Alguns veículos publicaram a conversa supostamente "em off" e criou-se a polêmica – o Terra apurou que o prefeito não deixou isso claro na conversa com alguns repórteres, no segundo dia da visita da Comissão de Coordenação do COI, muito embora o tom da conversa fosse no estilo "resenha".

"Eu tive esse cuidado de pegar a gravação. 'Put some pressure' não é que eu fiz pressão, é quando alguém está trabalhando demais para alguma coisa acontecer. Então, infelizmente, os jornalistas fizeram essa tradução ignorante e precisam fazer um cursinho de inglês básico", afirmou o prefeito do Rio, visivelmente irritado com a repercussão do caso.

Imagen de archivo del presidente del Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, en una reunión del grupo en Mónaco, dic 6 2014. Bach dijo que estaba "muy satisfecho" con los preparativos para los Juegos Olímpicos de Río de Janeiro de 2016, los primeros que albergará Sudamérica.
Imagen de archivo del presidente del Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, en una reunión del grupo en Mónaco, dic 6 2014. Bach dijo que estaba "muy satisfecho" con los preparativos para los Juegos Olímpicos de Río de Janeiro de 2016, los primeros que albergará Sudamérica.
Foto: Eric Gaillard / Reuters

O Terra estava presente na sabatina do presidente do COI com estudantes universitários do Rio de Janeiro e, sim, a pergunta deixou Bach surpreso - tanto que ele fez questão de deixar claro que a ideia do campo de golfe na Barra da Tijuca foi uma solução do próprio prefeito. O termo "put some pressure" (colocar pressão), na verdade, tem interpretação dúbia, uma vez que é claro que a prefeitura pressionou para o avanço da obra, mas também poderia ser utilizado no inglês no sentido de impor uma ideia.

"Olimpíada é você ter no final um grande ganho para a cidade, mas claro que você tem alguns ônus. É uma necessidade do Rio fazer um campo de golfe? Não. Mas para a Olimpíada, sim. Em tempos normais você faria um estádio de handebol? Não. A canoagem de slalom? Também não. Mas é assim", continuou o prefeito, antes da alfinetada final na imprensa.

"Eu estive com o presidente Bach ontem, e várias vezes. Estarei amanhã e sábado (na coletiva de imprensa final), e não tem nenhum tipo de polêmica. É a capacidade das pessoas de interpretar o que os outros dizem em outra língua", finalizou. 

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Fonte: Terra
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