Garota das lambretas joga Mundial por sonho olímpico de 2016
Byanca Brasil é carioca e destaque da Seleção Brasileira que estreia no Mundial Sub-20 feminino nesta terça-feira, no Canadá
Com a experiência de quem já disputou o torneio Sub-17 há dois anos, Byanca Brasil chega ao Mundial Sub-20 feminino como esperança da Seleção Brasileira que estreia nesta terça-feira, contra a China, no Canadá. Centroavante campeã do Sul-Americano Sub-20, ela foi apontada pela Fifa como uma das promessas do torneio. E não promete só gols, mas também lances diferentes.
Carioca nascida em 1995, Byanca é conhecida por aplicar o drible chamado de lambreta. O lance, popularizado pelo hoje santista Leandro Damião, ocorre quando a jogadora puxa a bola com um calcanhar e levanta com o outro de modo a aplicar um chapéu sobre a marcadora. Essa é justamente uma especialidade da atacante brasileira de 19 anos.
Fascinada por futebol desde que era criança, Byanca aplicou a lambreta pela primeira vez diante de uma escada. Foi assim, com treinamentos acompanhados pelo pai em casa, no subúrbio carioca de Campo Grande, que ela desenvolveu sua habilidade mais peculiar. Daí a praticar no último Mundial Sub-17, disputado no Azerbaijão em 2012, foi um salto muito grande.
Principal jogadora Sub-17 do Rio de Janeiro quando tinha apenas 14 anos, Byanca Brasil hoje defende o Foz Cataratas, tradicional equipe do futebol feminino. Já na Seleção Brasileira, cresceu desde que o atual treinador, Doriva, assumiu o time nos últimos meses. Será a dona da camisa 9 no Mundial do Canadá.
Na competição, o desafio da Seleção Brasileira é considerável, já que o Grupo B possui simplesmente as duas equipes finalistas no Sub-20 de 2012: Alemanha e Estados Unidos, detentor do título. O Brasil, historicamente, tem desempenho pobre no Mundial e nunca jogou a decisão. Marta, ainda assim, foi eleita a Bola de Ouro na edição 2004.
Naquele mesmo ano, a melhor jogadora da história da modalidade foi medalha de prata nos Jogos de Atenas, o torneio que fez Byanca Brasil sonhar em virar jogadora. Marta, em paralelo, segue na caminhada por um sonhado ouro olímpico. Em 2016, no Rio de Janeiro, ela terá sua provável última oportunidade. A carioca Byanca espera que seja sua primeira.
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