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Olimpíada 2016

Camille Muffat, a tímida campeã olímpica

11 mar 2015 - 17h15
(atualizado em 11/3/2015 às 15h46)
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Trabajadores cuelgan un afiche con la imagen de la fallecida nadadora olímpica Camille Muffat en el municipio de Niza, Francia, mar 10 2015. Personal policial y forenses argentinos se disponían el martes a retirar los cuerpos de las 10 personas que murieron un día antes al chocar dos helicópteros en el país austral, dijo a Reuters el alcalde de la localidad donde se produjo el accidente.
Trabajadores cuelgan un afiche con la imagen de la fallecida nadadora olímpica Camille Muffat en el municipio de Niza, Francia, mar 10 2015. Personal policial y forenses argentinos se disponían el martes a retirar los cuerpos de las 10 personas que murieron un día antes al chocar dos helicópteros en el país austral, dijo a Reuters el alcalde de la localidad donde se produjo el accidente.
Foto: Jean-Pierre Amet / Reuters

Longos cabelos louros, corpo esguio de atleta e personalidade discreta: Camille Muffat, que faleceu na segunda-feira aos 25 anos num acidente de helicóptero na Argentina, era uma das maiores campeãs da história da natação francesa, coroada com o ouro olímpico em 2012.

"Eu sou muito tímida, não gosto de ser o foco das atenções", declarou a nadadora à AFP, antes dos Jogos de Londres, onde se consagrou.

Esta campeã tímida e discreta, porém, pegou a França de surpresa em 2014, ao anunciar a aposentadoria esportiva aos 24 anos de idade, cansada das longas horas de treino nas piscinas.

Muffat apareceu como grande esperança da natação francesa da mesma forma que deu adeus ao esporte: de maneira surpreendente. Especialista do medley, ela chocou o mundo da natação em 2005, com apenas 15 anos de idade, ao derrotar Laure Manaudou, a maior estrela da equipe francesa, uma glória que acabaria se tornando um verdadeiro tormento nos dois anos seguintes.

"Eu não estava pronta para isso. Como derrotei Laure, toda a imprensa se empolgou. Era difícil ser comparada a ela o tempo todo. Colocavam ela contra mim, eu tinha três anos a menos que ela. Eu achava que um dia ela ia me insultar!", lembrou em 2012.

Em 2010, Camille Muffat decidiu mudar do Medley para o nado livre, numa escolha que acabaria se mostrando acertada. Em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, ela conquistou o ouro nos 400 m, imitando a façanha de Manaudou em 2004, além de faturar a prata nos 200 m e o bronze no 4x200 m livres.

Vídeo flagra choque de helicópteros que matou atletas:

As medalhas começam a vir, a confiança cresce, mas a personalidade continua a mesma. Muito tímida, Muffat chegava até a brincar com a imagem fria que passava para o mundo.

"É verdade que posso assustar. É o que dizem, mas não é o que eu quero, ser assim tão fechada e parecer fria quando estou concentrada... E ser um pouco imponente também. Se bem que às vezes eu finjo ser assim mesmo!", declarou.

Quando perguntada como era seu dia a dia, ela respondia: "Nada de muito interessante".

"Levo uma vida mais normal que muita gente. Sou muito moleca, sou louca pelo meu gato. No fim de semana, gosto de fazer compras, comer fora com meu namorado, visitar meus pais no domingo, ver meu irmão e minha irmã, meus avôs... E gosto de quebra-cabeças também. Nada de mais", admitiu a nadadora.

Sua história com a natação começou em Nice, no sul da França. Foi lá que Camille Muffat nasceu, cresceu e descobriu a natação aos sete anos de idade. Durante toda a carreira, ela nunca largou o clube de infância, o Olympique Nice Natation, e seu técnico desde os 15 anos, Fabrice Pellerin. Muffat, porém, chegou a admitir no ano passado que um desentendimento com Pellerin foi um dos elementos responsáveis pela precoce aposentadoria.

"Penso em Camille e em sua família, que conheço há muito tempo. Ela e sua família eram pessoas extraordinárias que fazem bem ao nosso país", declarou Pellerin à AFP.

"Duas imagens dela me vêm à cabeça: a imagem cotidiana desses onze anos que a treinei, todas as manhãs, essa menina motivada e honesta... E também a bela mulher que se tornou no fim da carreira", concluiu.

Na natação de alto nível, o 1,83 m de altura de Muffat era uma vantagem esportiva. Na adolescência, a história era outra. "Não é fácil ser alta quando você está na escola, que você tem duas cabeças a mais que todo mundo", contou à AFP.

Garota-propaganda de uma marca de produtos de beleza, Camille Muffat não cogitava voltar às piscinas: "Eu não sei o que quero fazer, mas acho que consigo encontrar algo que me divirta".

Com a aposentadoria, o objetivo de Muffat era aproveitar a vida em casal com o companheiro, o ex-nadador William Forgues, que virou golfista.

Na Argentina, ela participava das gravações do programa da televisão "Dropped", reality show de sobrevivência em que atletas são levados de helicóptero a um lugar remoto, com os olhos vendados, antes de serem deixados na natureza com apenas uma garrafa de água e um GPS, com a missão de voltar à civilização.

"Ela estava muito feliz (de participar do programa), foi escolha dela, ela queria viver aquilo. Ela queria ir longe no programa para conhecer outros lugares mágicos. Ela estava ao lado de atletas em lugares extraordinários", explicou Forgues à AFP por telefone.

O boxeador Alexis Vastine e a navegadora Florence Arthaud também morreram no acidente.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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