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Olimpíada 2016

'Algumas pessoas me fazem sentir em casa, outras não': senegalesa sustenta família na África trabalhando na ruas do Rio

12 ago 2016 - 06h56
(atualizado às 10h47)
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Amina Ngom veio do Senegal há seis anos para tentar sustentar a família, que ficou em seu país de origem. Muçulmana e separada do marido, ela ganha a vida trabalhando como vendedora nas ruas do Rio.

Amina Ngom vende artesanato africano nas ruas do Rio
Amina Ngom vende artesanato africano nas ruas do Rio
Foto: BBC Brasil

Agora, pretende trazer os filhos para o Brasil e, assim, evitar o casamento da filha de 11 anos, planejado pelo ex-marido.

"Ele não aceitou a separação", relembra ela, que trabalha no centro de Niterói e nos mercados populares na Rua do Lavradio e na Praça 15.

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Ela conta ter sido expulsa de banca que tinha alugado para transformar em loja
Ela conta ter sido expulsa de banca que tinha alugado para transformar em loja
Foto: BBC Brasil

Nos últimos anos, Amina tem mantido a família no Senegal - um casal de filhos, mãe e sobrinhos - com a venda de artesanato africano.

Recentemente, tentou alugar uma banca de jornal vazia e montar uma loja. Mas ela conta que o dono, ao saber do novo propósito do local, retirou os produtos de lá.

"Ele disse: 'aqui não é África para vender seu artesanato africano'. Mesmo com eu pagando, ele tirou minhas coisas de lá", diz Amina, que continua instalada na calçada ao lado da banca.

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Amina sustenta sua família no Senegal com o dinheiro obtido no Rio
Amina sustenta sua família no Senegal com o dinheiro obtido no Rio
Foto: BBC Brasil

Vivendo legalmente no Brasil, e "pagando impostos e sua microempresa", como ela gosta de reforçar, a senegalesa tenta agora trazer o casal de filhos para viver no apartamento de dois quartos em que ela vive.

"Tem que ser antes de setembro, para evitar o casamento de minha filha", diz ela, emocionada.

Algumas pessoas me fazem sentir em casa, outras não', diz senegalesa que sustenta família na África trabalhando no Rio:

A história de Amina faz parte da série #Olhares, na qual a BBC Brasil traz depoimentos de estrangeiros sobre o Brasil. Os vídeos serão publicados ao longo dos Jogos Olímpicos.

No próximo episódio, o maestro americano que comanda a Orquestra Sinfônica Nacional pede que o Brasil exporte mais música, para além de Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos.

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