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Internacional pede à CBF reconhecimento do título do Brasileirão 2005

Documento, entregue ao presidente da CBF, aborda desdobramentos do episódio conhecido como "Máfia do Apito"

26 mai 2026 - 19h27
(atualizado às 19h27)
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Documento do Internacional foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud. –
Documento do Internacional foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud. –
Foto: Divulgação / CBF / Jogada10

O Internacional protocolou, nesta terça-feira (27/05), junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), um pedido de reconhecimento do título de Campeão Brasileiro da Série A de 2005. O documento foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud.

O material do Internacional aborda os desdobramentos do episódio "Máfia do Apito", que resultou na anulação de 11 partidas do Brasileiro de 2005 por decisão do STJD. No entendimento do Colorado, a medida impactou diretamente a definição da competição e causou prejuízo esportivo ao Clube.

O clube, aliás, afirma que o requerimento inclui documentos e precedentes citados como base para a solicitação. Segundo o Inter, o dossiê reúne parecer técnico especializado, declarações públicas de personagens ligados ao caso e exemplos de reconhecimentos históricos já feitos pela própria CBF.

Documento do Internacional foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud. –
Documento do Internacional foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud. –
Foto: Divulgação / CBF / Jogada10

Participaram da entrega o presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, o vice-presidente de Assuntos Jurídicos do Clube, Jorge Oliveira Filho, o ex-presidente Fernando Carvalho, o conselheiro Leonardo Aquino, autor do requerimento junto ao Conselho Deliberativo, e Daniel Cravo, advogado do Clube à época e responsável técnico pelo trabalho.

Pela CBF, estiveram presentes o presidente Samir Xaud, o diretor-geral de Competições, Julio Avellar, o diretor executivo de Gestão, Helder Melillo, e o diretor jurídico, André Mattos.

Relembre a "Máfia do Apito"

Em 2005, os jornalistas André Rizek e Thais Oyama revelaram na revista Veja o esquema da Máfia do Apito. Os ex-árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon recebiam suborno para manipular resultados de jogos no Campeonato Brasileiro e beneficiar apostadores clandestinos. A denúncia, portanto, levou a polícia a prender Edílson e o empresário Nagib Fayad, que liderava a organização criminosa.

A Justiça Desportiva interveio no torneio e anulou as 11 partidas que Edílson apitou, determinando a realização de novos confrontos. Essa decisão, assim, alterou drasticamente os rumos da competição. O Corinthians, que antes acumulava derrotas nos clássicos contra Santos e São Paulo, conquistou quatro pontos na reedição desses jogos e subiu na tabela.

A reviravolta revoltou o Internacional, que liderava o campeonato e levaria o título se a confederação mantivesse os placares originais. No final, o Corinthians garantiu a taça com três pontos de vantagem. A Justiça, portanto, baniu Edílson do futebol e processou criminalmente os envolvidos no esquema.

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Jogada10
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