Grupo H reúne campeões mundiais e promete disputa equilibrada na Copa
Espanha e Uruguai são as grandes forças da chave
O grupo H da Copa do Mundo de 2026, disputada na América do Norte, chama a atenção por contar com duas campeãs mundiais: Espanha e Uruguai. Correndo por fora, mas sem abrir mão do sonho de surpreender os favoritos, Arábia Saudita e Cabo Verde completam o grupo.
Cabeça de chave e uma das grandes favoritas ao título, a Fúria chegará à competição com um elenco jovem e veloz, embalada por sua condição de uma das principais potências do futebol mundial na atualidade. Nomes como Lamine Yamal, do Barcelona, e Rodri, do Manchester City, serão as principais referências da equipe.
Repetir o feito do time de 2010, que conquistou a Copa do Mundo ao derrotar a Holanda na final, não será uma tarefa simples para os comandados de Luis de la Fuente, mas também está longe de ser impossível. O elenco espanhol ainda conta com atletas de destaque, como Pedri, Fabián Ruiz, Gavi e Dani Olmo.
Uma das principais surpresas da convocação espanhola foi a ausência de jogadores do Real Madrid, algo inédito na história da seleção. Após uma temporada turbulenta, marcada por problemas físicos e conflitos internos, o clube da capital acabou ficando sem representantes na lista. Entre os nomes que ficaram de fora estão Dani Carvajal, Fran García e Dean Huijsen.
Bicampeão mundial, o Uruguai disputará a Copa esperançoso por realizar uma boa campanha. A Celeste, porém, terá o desafio de entrar em campo pela primeira vez sem os astros Luis Suárez e Edinson Cavani, que marcaram época na seleção e estiveram perto de levar o país à final em 2010. O experiente Marcelo Bielsa, contudo, terá à disposição jogadores talentosos como Federico Valverde e Darwin Núñez.
Os defensores Ronald Araújo e José Giménez deverão dar mais segurança ao sistema defensivo uruguaio, que também poderá contar com atletas de destaque no futebol brasileiro, como Nicolás de la Cruz.
Após a eliminação ainda na fase de grupos em 2022, o Uruguai chegará à América do Norte depois de um ciclo pré-Copa marcado por instabilidade e resultados alternando entre bons e ruins.
Considerada uma seleção competitiva no cenário asiático, a Arábia Saudita voltará ao Mundial após a histórica vitória sobre a Argentina na estreia da última edição. Mesmo correndo por fora, os sauditas terão a oportunidade de mostrar que os altos investimentos realizados no futebol local estão dando resultado.
A equipe comandada por Georgios Donis tem como base jogadores dos principais clubes do país, como Al-Nassr, Al-Hilal, Al-Ittihad e Al-Ahli. O principal nome do elenco é Salem Al-Dawsari, ponta habilidoso e decisivo, autor do gol da vitória sobre os argentinos no Catar.
Além dele, os sauditas depositam suas esperanças em atletas como Firas Al-Buraikan, conhecido pelo faro de gol, e Saud Abdulhamid, do Lens, um dos poucos jogadores da seleção que atuam no futebol europeu. Outro nome importante é o lateral-direito Sultan Al-Ghannam.
Entre as seleções estreantes, Cabo Verde garantiu vaga com uma campanha impressionante nas eliminatórias africanas, sofrendo apenas uma derrota em 10 partidas. A equipe, inclusive, superou concorrentes tradicionais como Camarões e Angola, seleções que já disputaram a Copa do Mundo.
Segunda nação menos populosa a participar do torneio, atrás apenas da Islândia em 2018, Cabo Verde desembarcará na América do Norte com a missão de incomodar os adversários e tentar surpreender na luta por uma vaga no mata-mata.
Ryan Mendes, Logan Costa, Jovane Cabral e Dailon Livramento estão entre os principais jogadores da equipe africana, comandada pelo técnico Bubista. O treinador aposta em uma combinação de talentos da diáspora cabo-verdiana com atletas que atuam no futebol europeu, especialmente em Portugal. .
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