Grêmio sofre transfer ban após plano para quitar dívidas
Anresf aplicou bloqueio preventivo após clube apresentar plano para quitar quase R$ 16 milhões em dívidas
O Grêmio sofreu um transfer ban preventivo da Anresf após propor à CNRD um plano para parcelar R$ 16 milhões em dívidas. O pedido foi enquadrado como Evento de Insolvência pelo Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira, bloqueando contratações na CBF. Para registrar novos atletas, o clube precisará de autorização prévia, cumprir limites financeiros de saldo em transferências e folha salarial, além de negociar um Acordo de Reestruturação com a entidade.
O Grêmio sofreu um transfer ban preventivo nesta terça-feira, 25/8, após apresentar um plano coletivo para quitar dívidas. A Anresf classificou o movimento como "Evento de Insolvência". Agora, novas contratações dependerão de autorização prévia da agência.
A medida representa o primeiro caso de aplicação da Seção 8 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF). O sistema entrou em funcionamento em 1º de janeiro de 2026. Além disso, a CBF já recebeu a comunicação sobre o bloqueio.
Grêmio terá restrições para contratar
O clube apresentou à CNRD um plano para quitar quase R$ 16 milhões em dívidas. O projeto reúne 23 processos e prevê o pagamento dos valores em até 60 meses. Dessa forma, a Anresf enquadrou a iniciativa como Evento de Insolvência.
A agência informou que o bloqueio funciona como uma trava no sistema de registros da CBF. O Grêmio também recebeu a comunicação oficial e foi convidado a negociar um Acordo de Reestruturação. Enquanto isso, o plano de pagamentos segue em análise na CNRD.
Para contratar, o Grêmio precisará apresentar saldo positivo acumulado com transferências durante a janela. Além disso, taxas e comissões das novas operações não poderão superar o valor arrecadado no período. Ao mesmo tempo, a agência analisará os gastos com salários.
A folha do elenco e da comissão técnica também terá de respeitar o limite mensal previsto no RSSF. A remuneração não poderá superar a média dos seis meses anteriores ao Evento de Insolvência. Assim, o clube terá de cumprir critérios financeiros para obter autorização.
O RSSF permite retirar o bloqueio por meio de um Acordo de Reestruturação com a Anresf. O Grêmio terá de negociar esse acordo enquanto busca a aprovação do plano na CNRD. Por fim, as regras da Seção 8 valem para eventos registrados desde 30 de abril de 2026.
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