Governo Trump descarta hipótese de Itália substituir Irã na Copa do Mundo
Secretário de Estado Marco Rubio negou especulações envolvendo o torneio de futebol
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que não está considerando a possibilidade de a Itália ocupar o lugar do Irã na próxima Copa do Mundo.
As especulações surgiram após o enviado especial Paolo Zampolli, representante dos EUA para "parcerias globais", afirmar ao jornal britânico Financial Times que sugeriu ao presidente americano e ao mandatário da FIFA, Gianni Infantino, a substituição do Irã pela Itália no torneio, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho.
"Não estou pensando muito nisso", descartou Trump ao ser questionado sobre o tema.
Na sequência, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afastou a hipótese e disse que desconhece a origem do boato: "Não houve nenhuma comunicação dos Estados Unidos dizendo a eles [Irã] que não podem vir. Não sei de onde vem esse boato".
Segundo ele, atletas iranianos são bem-vindos, mas há restrições a indivíduos com possíveis vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica.
Rubio destacou que a preocupação do governo americano não está relacionada aos atletas, mas sim a outras pessoas que poderiam integrar delegações. "O problema com o Irã não seriam seus atletas; seria com algumas das outras pessoas que eles gostariam de trazer consigo, algumas das quais têm ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica", explicou.
O secretário reforçou que qualquer decisão de desistência caberia exclusivamente ao Irã. "Se o Irã decidir por conta própria não participar, deixando a Itália ocupar seu lugar, isso seria uma decisão deles", disse.
Por fim, alertou que não será permitido o ingresso de indivíduos ligados ao terrorismo no país sob qualquer pretexto.
"O problema com o Irã não seriam seus atletas, mas algumas das outras pessoas que gostariam de trazer consigo, algumas das quais têm vínculos com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Talvez não possamos deixá-los entrar, mas os próprios atletas certamente poderão", concluiu Rubio.
O país persa está no grupo G da Copa, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todas as suas partidas da primeira fase nos Estados Unidos. Em março, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, o Irã chegou a indicar que não aceitaria jogar nos EUA e a pedir para a Fifa mudar as partidas para o México, mas não foi atendido.
Trump, por sua vez, disse que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, mas que a participação da República Islâmica na Copa não seria "apropriada".
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